
As stablecoins ganharam espaço no mercado de criptomoedas por oferecerem uma alternativa digital cujo preço busca acompanhar o valor de moedas tradicionais, como o dólar americano. Esses criptoativos são usados em negociações, transferências digitais e operações financeiras internacionais. Também podem servir para pagamentos quando serviços e estabelecimentos aceitam esse tipo de ativo.
Para entender stablecoin, o que é e qual é a sua proposta, o ponto de partida é o objetivo dessa categoria de criptoativos: reduzir as oscilações de preço comuns em moedas digitais como o Bitcoin, por meio de mecanismos que buscam manter seu valor vinculado a uma referência. Essa estabilidade, porém, não é garantida. Cada projeto tem características próprias, e o funcionamento depende das garantias, das reservas e das regras adotadas.
Você vai ler sobre:
O que é stablecoin?
Stablecoin: como funciona?
Quais são os tipos de stablecoin?
Quais são os exemplos de stablecoins mais conhecidos?
Por que as stablecoins viraram a cripto do dia a dia?
Stablecoin Brasil: como funciona para quem usa reais?
Stablecoin vale a pena?
Como comprar e acompanhar criptomoedas na 99Pay?
Perguntas frequentes sobre stablecoins
Uma stablecoin é um criptoativo desenvolvido para acompanhar o valor de outro ativo, como o dólar, o euro ou o ouro. Seu preço busca permanecer próximo ao valor de referência, característica que diferencia essa categoria das criptomoedas que variam livremente conforme a oferta e a demanda do mercado.
Para comprar:
Abra o app 99Pay e toque no menu Crypto.
Escolha o criptoativo e toque em Comprar.
Digite o valor e confirme.
A confirmação na rede blockchain pode levar até 1 hora, por isso os ativos podem demorar um pouco para aparecer.
Para acompanhar, tudo fica no mesmo menu. Seus ativos aparecem em “Meus ativos”, as movimentações em “Atividades” > “Ver tudo”, e a cotação fica no topo da tela, com gráfico de variação de 1 dia, 1 semana, 1 mês ou 1 ano.
A resposta para o que é stablecoin também passa pela forma como esses ativos são estruturados. Algumas stablecoins são emitidas por empresas que mantêm reservas financeiras para respaldar os tokens em circulação. O token é a unidade digital que representa o ativo. Outras stablecoins usam criptoativos como garantia ou recorrem a mecanismos automatizados para tentar manter a paridade, ou seja, a equivalência com o ativo de referência, como 1 token para cada US$ 1.
Muitas stablecoins usam a blockchain para registrar transações e permitir a movimentação dos tokens entre carteiras e plataformas compatíveis. A tecnologia possibilita operações digitais, mas também exige atenção à rede usada, às taxas e à segurança dos endereços de envio.
A proposta de estabilidade não elimina os riscos. Uma stablecoin pode perder a paridade com o ativo de referência em situações como problemas nas reservas, falta de liquidez, falhas nos mecanismos de controle ou perda de confiança no emissor. Liquidez é a facilidade de comprar e vender um ativo sem grandes mudanças no preço. Para entender o contexto mais amplo desse mercado, confira o que são criptomoedas e como elas funcionam.
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O funcionamento de uma stablecoin depende da estrutura que busca manter o preço do token próximo ao valor de referência. Entram nessa conta o modelo adotado pelo projeto, os ativos usados como garantia e as regras que orientam a emissão e a circulação das unidades.
Em modelos lastreados em moedas tradicionais, uma empresa ou instituição responsável pode manter reservas destinadas a respaldar os tokens emitidos. Em tese, cada unidade acompanha o valor de uma quantidade equivalente do ativo de referência, conforme as condições estabelecidas pelo emissor. A confiança nesse mecanismo depende da qualidade das reservas, da transparência das informações e das possibilidades de resgate.
Outros projetos recorrem a criptoativos como garantia ou usam mecanismos algorítmicos para tentar equilibrar oferta e demanda. Esses modelos funcionam de outro jeito que os ativos lastreados em dinheiro ou títulos financeiros, inclusive nos riscos envolvidos.
As transações podem ser registradas em redes blockchain, que permitem acompanhar a movimentação dos tokens conforme as regras de cada rede. Para entender melhor essa tecnologia, confira o conteúdo blockchain: o que é e como funciona .
A estabilidade depende de fatores como a estrutura de garantia, a gestão das reservas, a liquidez do mercado e a confiança dos participantes. Quando o preço se afasta de forma significativa do ativo de referência, ocorre o chamado depeg, termo em inglês para a perda da paridade.
Os tipos de stablecoin podem ser classificados de acordo com os mecanismos usados para tentar manter o valor de referência. Conhecer essas diferenças ajuda a compreender como cada projeto funciona e quais riscos podem afetar o preço dos tokens.
São vinculadas a moedas fiduciárias, ou seja, emitidas por governos, como o dólar ou o euro. Costumam manter reservas em dinheiro, depósitos ou títulos financeiros para respaldar a emissão dos tokens. A composição dessas reservas varia conforme o emissor.
Esse é um dos modelos mais conhecidos do mercado. Mesmo quando o objetivo é acompanhar a cotação de uma moeda, a estabilidade depende da gestão das reservas, da transparência do emissor e das condições de resgate.
Usam outras criptomoedas como garantia. Como esses ativos também podem sofrer oscilações significativas, alguns protocolos exigem garantias superiores ao valor dos tokens emitidos, em um mecanismo conhecido como sobregarantia.
O modelo depende das regras do protocolo e do comportamento do mercado. Quedas acentuadas no preço dos ativos usados como garantia podem provocar liquidações, que são vendas automáticas dessas garantias, e comprometer a estabilidade do sistema.
Buscam manter a paridade por meio de mecanismos automatizados que ajustam a oferta, a demanda ou a relação entre diferentes tokens. Algumas não contam com reservas tradicionais suficientes para cobrir integralmente o valor das unidades em circulação.
Esse tipo pode apresentar riscos elevados quando os mecanismos de estabilização deixam de funcionar como previsto. Por isso, antes de considerar uma operação, entenda o modelo econômico e as garantias de cada projeto.
São vinculadas a ativos físicos, como o ouro. O valor do token acompanha a cotação da commodity de referência, conforme as regras de cada projeto.
Embora possam oferecer exposição digital a esses ativos, seu preço continua sujeito às oscilações da commodity. Confira também como ocorre a custódia do bem, quais são as condições de resgate e quem responde pela administração das reservas.
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Quem pesquisa stablecoin exemplos encontra primeiro os tokens vinculados ao dólar americano. Entre os exemplos de stablecoins mais conhecidos, esses tokens aparecem em diferentes operações do mercado de criptoativos, incluindo negociações, transferências e uso em plataformas digitais.
As principais stablecoins têm estruturas, mecanismos de garantia e condições de funcionamento diferentes. Entre os exemplos estão:
Tether (USDT) : criada para acompanhar o valor do dólar americano, é amplamente usada em negociações e transferências no mercado de criptoativos.
USD Coin (USDC) : token vinculado ao dólar americano e emitido por afiliadas regulamentadas da Circle, que publica atestados mensais sobre as reservas que respaldam o ativo.¹
Dai (DAI) : stablecoin descentralizada que usa criptoativos como garantia por meio de um protocolo. Seu funcionamento depende das regras de governança e dos mecanismos de garantia do sistema.
PayPal USD (PYUSD) : vinculada ao dólar americano e emitida pela Paxos Trust Company em nome do PayPal.²
Pax Dollar (USDP) : emitida pela Paxos e vinculada ao dólar, com reservas destinadas a respaldar sua paridade.
Esses exemplos mostram que ativos com a mesma proposta de estabilidade podem funcionar de formas bem diferentes. A capitalização de mercado (valor total dos tokens em circulação), a liquidez, a disponibilidade em cada rede e as regras de resgate variam. Por isso, a popularidade de um token não elimina a necessidade de avaliar seus riscos.
As stablecoins ganharam espaço porque podem facilitar operações digitais sem a mesma volatilidade observada em muitas outras criptomoedas. A ligação com moedas tradicionais torna esses tokens úteis em diferentes atividades, da negociação de ativos digitais a transferências internacionais.
Entre os usos mais comuns estão:
Transferência de valores : algumas redes permitem movimentar recursos entre carteiras digitais sem depender dos horários bancários tradicionais. O tempo de confirmação e as taxas variam de acordo com a rede e o serviço usado.
Negociação de criptomoedas : as stablecoins servem como referência de preço em pares de negociação, o que permite comprar ou vender outros criptoativos sem converter cada operação para uma moeda fiduciária.
Pagamentos digitais : empresas e pessoas podem usar tokens vinculados a moedas tradicionais em serviços que aceitam esses ativos, considerando as taxas, a conversão e a aceitação pelo destinatário.
Operações internacionais : em determinadas circunstâncias, esses ativos podem facilitar transferências entre países. O custo final depende das taxas de rede, dos serviços intermediários e da conversão para a moeda local.
Exposição ao dólar : ativos vinculados à moeda americana podem ser usados por quem deseja manter recursos digitais referenciados no dólar, assumindo os riscos do emissor, da plataforma e da variação cambial em relação ao real.
O uso cotidiano depende da infraestrutura disponível, da aceitação dos tokens e das regras de cada país. Outro ponto de atenção: uma transação registrada em blockchain pode ser irreversível, e erros no envio para endereços incompatíveis podem resultar na perda dos recursos.
No Brasil, esses ativos podem ser negociados em plataformas e aplicativos financeiros digitais que oferecem o serviço. O acesso depende da disponibilidade do token, das regras da empresa intermediária e dos procedimentos de identificação e segurança exigidos. Na 99Pay, por exemplo, a compra de USDC é feita em reais, direto pelo app, a partir de R$ 1.³
Para quem usa reais, uma stablecoin vinculada ao dólar envolve duas referências de preço: a paridade do token com a moeda americana e a cotação do dólar em relação ao real. Assim, mesmo que uma unidade permaneça próxima de US$ 1, seu valor em reais pode variar ao longo do tempo. Para entender o que move essa cotação, confira por que o dólar oscila tanto .
Antes de comprar, verifique as taxas de negociação, os custos de transferência, a liquidez, as condições de resgate e a rede blockchain usada. Confira também se a plataforma ou carteira digital permite movimentar o token para um endereço externo e quais procedimentos são necessários para recuperar o acesso em caso de perda de credenciais.
No Brasil, as Resoluções BCB nº 519, 520 e 521, em vigor desde 2 de fevereiro de 2026, estabelecem regras e obrigações para as empresas que prestam serviços de ativos virtuais, como autorização para funcionar, governança e prevenção à lavagem de dinheiro. Pelas novas normas, a compra, a venda e a troca de ativos virtuais referenciados em moeda fiduciária, caso das stablecoins vinculadas ao dólar, passaram a ser tratadas como operações de câmbio.⁴ Isso não significa que todos os tokens tenham garantia de valor, cobertura de depósitos ou proteção equivalente à de produtos bancários tradicionais.
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Saber se stablecoin vale a pena depende do objetivo de uso, do conhecimento sobre criptoativos e da capacidade de lidar com os riscos envolvidos. Para algumas pessoas, esses tokens podem ser úteis em transferências, negociações ou operações internacionais. Para outras, a complexidade operacional e os riscos associados podem não compensar os possíveis benefícios.
Mesmo com uma proposta de estabilidade, esses criptoativos estão sujeitos a riscos de mercado, falhas técnicas, problemas de liquidez, perda de paridade e dificuldades de resgate. A stablecoin dólar, como é chamada a vinculada à moeda americana, também pode variar de preço em reais por causa da oscilação cambial.
Antes de movimentar valores, pesquise o projeto, consulte as informações sobre as garantias e entenda as condições de negociação e resgate. A decisão deve considerar o funcionamento do ativo e sua adequação aos objetivos financeiros de cada pessoa.
Quem deseja conhecer o mercado de ativos digitais pode consultar as opções de criptomoedas disponíveis na 99Pay. Pelo app da 99Pay, é possível comprar até cinco criptoativos: Bitcoin, Ethereum, Solana, Mana e USDC, a stablecoin vinculada ao dólar americano. As compras começam a partir de R$ 1.³
Para conhecer os ativos disponíveis, as condições de compra e venda e as orientações de uso, acesse a página de criptomoedas da 99Pay . Antes de comprar, confira no aplicativo os preços aplicáveis e as características do ativo escolhido.
O acesso a criptomoedas envolve riscos, inclusive a possibilidade de perdas. Conhecer as diferenças entre os ativos, entender a relação entre o dólar e o real e verificar as condições de negociação ajuda a tomar decisões mais conscientes.
Fontes:
[1] Circle. USDC | Impulsionando as finanças globais. Emitido pela Circle. Disponível em: https://www.circle.com/pt-br/usdc
[2] The Block. PayPal USD (PYUSD) USD Price. Disponível em: https://www.theblock.co/price/paypal-usd
[3] 99Pay. Veja como investir em criptomoedas na 99Pay. Disponível em: https://99app.com/99pay/criptomoedas/
[4] Agência Brasil. Banco Central estabelece regras para o mercado de criptoativos. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/banco-central-estabelece-regras-para-o-mercado-de-criptoativos