
Você provavelmente já ouviu a palavra blockchain diversas vezes, seja em notícias sobre criptomoedas, em conversas sobre tecnologia ou em reportagens sobre o futuro do sistema financeiro. Mas quando alguém pergunta o que é blockchain de verdade, a explicação costuma se perder em jargões técnicos que afastam mais do que explicam.
A tecnologia blockchain é uma das inovações mais relevantes das últimas décadas, com aplicações que vão muito além das criptomoedas. Entendê-la não exige formação em computação ou experiência com mercado financeiro, mas sim uma boa analogia e disposição para aprender.
Quem pesquisa por blockchain como funciona geralmente quer uma explicação sem jargão. É isso que você encontra neste guia: o conceito de blockchain, o funcionamento na prática, para que serve e como ela se conecta ao universo das criptomoedas e do dinheiro digital.
Você vai ler sobre:
O que é blockchain: a explicação mais simples possível
Como funciona blockchain: o passo a passo de uma transação
Criptografia blockchain: o que garante a segurança dos dados
Para que serve blockchain: aplicações além das criptomoedas
Blockchain e Bitcoin: qual é a relação?
Blockchain pública vs blockchain privada: qual a diferença?
Criptoativos e blockchain: como a 99Pay se insere nesse ecossistema
Perguntas frequentes sobre blockchain
Imagine um livro de registros enorme, onde qualquer transação realizada é anotada de forma permanente. Esse livro não fica guardado em um único lugar: milhares de cópias idênticas dele existem simultaneamente em computadores espalhados pelo mundo inteiro. Quando alguém tenta alterar uma anotação, todos os outros computadores percebem que aquela cópia não corresponde às demais e rejeitam a mudança.
Essa é, em essência, a definição de blockchain.
O conceito de blockchain pode ser traduzido literalmente como "cadeia de blocos". Cada bloco é um conjunto de informações registradas, como transações financeiras, contratos ou dados de qualquer natureza. Esses blocos são conectados uns aos outros em ordem cronológica, formando uma cadeia contínua e imutável.
O banco de dados blockchain é diferente de um banco de dados convencional, pois não tem um controlador central. Em vez de uma empresa, um banco ou um governo guardar e gerenciar as informações, elas são distribuídas simultaneamente por uma rede de computadores que não precisa de intermediários para funcionar¹.
Essa característica é o que define a blockchain descentralizada: ninguém tem controle exclusivo sobre os dados. Todos os participantes da rede têm acesso ao mesmo registro, e ninguém pode alterá-lo de forma unilateral.
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Entender como a blockchain funciona fica mais fácil quando acompanhamos uma transação do início ao fim. O funcionamento da blockchain segue uma sequência lógica de passos. Veja como o processo acontece na prática:
O primeiro passo é a iniciação. Um usuário decide realizar uma transação, seja uma transferência de criptomoeda, o registro de um contrato ou qualquer outro tipo de dado. Essa transação é transmitida para a rede blockchain.
O segundo passo é a validação. A transação chega a uma rede de computadores chamados "nós" (ou nodes, em inglês). Esses computadores verificam se a transação é legítima, ou seja, se quem está enviando realmente tem o que diz ter e se as regras do sistema blockchain estão sendo cumpridas.
O terceiro passo é o agrupamento. As transações validadas são agrupadas com outras em um bloco. Esse bloco tem tamanho definido e, quando enche, passa para a próxima etapa.
O quarto passo é a adição à cadeia. O bloco recebe um código único, chamado de hash, que funciona como uma impressão digital daquele conjunto de dados. Ele também carrega o hash do bloco anterior, criando a ligação que forma a cadeia. O bloco é então adicionado à sequência existente.
O quinto passo é a conclusão. A transação está registrada de forma permanente no registro blockchain. Todos os computadores da rede atualizam suas cópias simultaneamente.
Por que esse processo torna as informações imutáveis? Porque para alterar qualquer dado em um bloco, seria necessário recalcular o hash daquele bloco e de todos os subsequentes, em todos os computadores da rede ao mesmo tempo. Na prática, isso é computacionalmente impossível².
Como funciona a tecnologia blockchain no quesito segurança começa a fazer sentido quando você entende o papel da criptografia blockchain: o mecanismo que sustenta toda a segurança do sistema. Ela funciona por meio de algoritmos matemáticos que transformam qualquer dado em um código único e irreversível.
O hash é o elemento central dessa segurança. Cada bloco possui um hash gerado a partir do seu conteúdo. Se qualquer informação dentro do bloco for alterada, o hash muda completamente. E como o hash do bloco anterior está gravado no bloco seguinte, uma alteração em qualquer ponto da cadeia rompe toda a sequência a partir dali, tornando a fraude imediatamente detectável por todos os nós da rede.
Além do hash, o sistema blockchain usa mecanismos de consenso para garantir que todos os computadores da rede concordem sobre quais transações são válidas. Os dois mais conhecidos são o Proof of Work, usado pelo Bitcoin, e o Proof of Stake, usado por redes como o Ethereum. Eles exigem que os participantes da rede demonstrem interesse legítimo em mantê-la funcionando corretamente, desestimulando tentativas de fraude³.
Para que alguém conseguisse fraudar o sistema blockchain, seria necessário controlar mais de 50% de todos os computadores da rede simultaneamente, o que na prática torna as blockchains públicas e consolidadas extremamente seguras².
Uma das ideias mais comuns sobre blockchain é que ela existe apenas para suportar criptomoedas. Mas o protocolo blockchain é uma tecnologia de registro e verificação de informações que pode ser aplicada em praticamente qualquer área que dependa de confiança e transparência nos dados.
No setor financeiro, além das criptomoedas, a blockchain é usada para viabilizar transferências internacionais mais rápidas e baratas e para executar contratos inteligentes, que são acordos autoexecutáveis programados diretamente na rede.
Na área da saúde, a tecnologia permite criar registros médicos que podem ser acessados por diferentes instituições com segurança, sem depender de um sistema centralizado que pode falhar ou ser comprometido.
Na logística e no agronegócio, a blockchain viabiliza o rastreamento de produtos ao longo de toda a cadeia de fornecimento, desde a origem até o consumidor final, com registros imutáveis que comprovam a procedência de cada item.
No setor público, experiências com votações eletrônicas baseadas em blockchain e com registros de propriedade imobiliária já foram testadas em diversos países, com o objetivo de reduzir fraudes e aumentar a transparência⁴.
Na indústria criativa, os NFTs (tokens não fungíveis) utilizam a blockchain para comprovar a autoria e a propriedade de obras digitais de forma verificável.
A tecnologia blockchain vai muito além das criptomoedas e do Bitcoin. Mas foi nesse contexto que ela ganhou visibilidade global e começou a mudar o sistema financeiro.
Essa é uma das confusões mais comuns entre quem está começando a entender o tema: blockchain e Bitcoin não são a mesma coisa.
O Bitcoin é uma criptomoeda. A blockchain é a tecnologia de registro distribuído que sustenta as transações do Bitcoin, mas que existe de forma independente e pode ser usada por qualquer outra aplicação.
Para entender criptomoedas e blockchain juntos, é preciso voltar a 2008, quando uma pessoa ou grupo usando o pseudônimo Satoshi Nakamoto publicou um documento técnico descrevendo um sistema de pagamento eletrônico peer-to-peer. Para que esse sistema funcionasse sem um intermediário central como um banco, era necessária uma tecnologia capaz de registrar todas as transações de forma transparente, segura e imutável. Era a blockchain⁵.
Desde então, a rede de criptomoedas cresceu de forma exponencial. Hoje, além do Bitcoin, há milhares de criptomoedas que usam outras blockchains com características próprias. O Ethereum, por exemplo, usa uma blockchain que permite a execução de contratos inteligentes, ampliando as possibilidades de uso da tecnologia.
Em todos os casos, a blockchain é a fundação: o registro imutável que permite que criptomoedas e outros ativos digitais existam e sejam transacionados sem precisar de um intermediário de confiança.
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Para entender mais sobre o Bitcoin e as criptomoedas, acesse Bitcoin 99Pay e Criptomoedas .
Nem toda blockchain funciona da mesma forma. Existem diferentes tipos de implementação, cada uma com características adequadas para usos específicos.
A blockchain pública é aberta a qualquer participante. Qualquer pessoa com computador conectado à internet pode fazer parte da rede, validar transações e consultar o registro blockchain. Ela é totalmente descentralizada e transparente. O Bitcoin e o Ethereum são os exemplos mais conhecidos de blockchain pública.
A blockchain privada, por outro lado, é controlada por uma organização ou grupo de organizações. O acesso é restrito a participantes autorizados, e as regras de funcionamento são definidas internamente. Ela oferece mais controle e privacidade, mas abre mão da descentralização total. Grandes bancos e empresas de logística costumam usar blockchain privada para processos internos que exigem privacidade e velocidade.
Há ainda a blockchain permissionada, na qual a rede é parcialmente aberta, mas a validação de transações fica restrita a participantes previamente autorizados. Esse modelo combina características das duas abordagens e é usado por consórcios de empresas que precisam compartilhar dados de forma segura sem abrir para o público geral¹.
A escolha entre esses modelos depende do objetivo. Para criptomoedas e descentralização, a blockchain pública é o caminho. Para usos empresariais que exigem controle e privacidade, a blockchain privada ou permissionada faz mais sentido.
A 99 é um aplicativo que reúne serviços de mobilidade urbana e entrega em milhares de cidades brasileiras. Dentro do mesmo app, a 99Pay funciona como a solução financeira integrada, e nela você acessa criptoativos de forma simples, sem precisar abrir conta em uma corretora especializada.
A tecnologia blockchain é a fundação de todas as operações com criptomoedas disponíveis na plataforma. Cada transação com criptoativos realizada pela 99Pay é registrada e verificada pela rede blockchain correspondente, com toda a segurança e transparência que essa tecnologia garante.
Para quem está dando os primeiros passos nesse universo, a 99Pay funciona como um ponto de entrada acessível: o mesmo app usado para corridas e entregas também permite explorar o mundo dos criptoativos sem complicação.
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Fontes :
[1] Banco Central do Brasil. Relatório sobre criptoativos e tecnologia blockchain no sistema financeiro. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/criptoativos
[2] IBM. What is blockchain technology? Disponível em: https://www.ibm.com/topics/blockchain
[3] Agência Brasil. Crescimento do mercado de criptomoedas e blockchain no Brasil. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia
[4] MIT Technology Review. How blockchain works: a plain-language guide. Disponível em: https://www.technologyreview.com
[5] CoinDesk. Bitcoin white paper: Satoshi Nakamoto and the origin of blockchain. Disponível em: https://www.coindesk.com