
Chegou um boleto por e-mail, pelo aplicativo de mensagens ou pelos Correios. O valor parece certo, o nome da empresa parece familiar e o prazo está chegando. Você paga sem pensar duas vezes. Só depois descobre que o dinheiro foi parar na conta de golpistas.
Esse cenário acontece todos os dias no Brasil. O falso boleto está entre os golpes comunicados pelos brasileiros às instituições financeiras associadas à Febraban¹, e o próprio setor bancário calcula que o sistema de boleto registrado evita cerca de R$ 450 milhões em fraudes por ano². Mas identificar um boleto falso é possível, e entender como saber se um boleto é golpe começa por saber o que verificar antes de pagar.
Este guia reúne os sinais de um boleto adulterado, o passo a passo para confirmar um boleto pelo DDA e o que fazer se você já caiu em uma fraude.
Você vai ler sobre:
O que é um boleto falso e como ele funciona?
Como identificar boleto falso: o que verificar antes de pagar?
Como validar um boleto: ferramentas e canais oficiais?
Golpes mais comuns com boletos falsos: fique de olho
Boleto falso: o que fazer se você já pagou
Boas práticas de segurança digital para não cair em golpes
Por que o Pix pode ser mais seguro que o boleto em algumas situações?
Como a 99Pay protege você na hora de pagar boletos?
Perguntas frequentes sobre boleto falso e segurança
Um boleto falso (também chamado de boleto fraudado ou boleto bancário falso) é um documento adulterado ou criado do zero com o objetivo de desviar o pagamento para a conta de golpistas, em vez de creditá-lo ao credor legítimo.
A fraude de boleto pode acontecer de diferentes formas. Na mais comum, um boleto original é alterado, com informações fraudadas em código de barras, número da linha digitável ou dados do beneficiário do boleto, mantendo o visual do documento praticamente idêntico ao verdadeiro. Quem paga acredita estar quitando uma dívida legítima, mas o dinheiro vai para outra conta.
Existe também o boleto fraudulento criado do zero, sem nenhuma relação com uma cobrança real. Nesse caso, o golpista emite um documento falso simulando uma empresa conhecida, como uma faculdade, uma operadora de telefonia ou uma loja, e o envia para potenciais vítimas na esperança de que alguém pague sem verificar.
Há ainda o boleto emitido no CPF da vítima indevidamente, situação em que o nome da pessoa é usado sem autorização para gerar cobranças que ela nunca contratou. Esse tipo de golpe pode estar associado a vazamentos de dados pessoais ou a cadastros feitos de forma fraudulenta.
A diferença entre boleto adulterado, boleto fraudulento e cobrança indevida importa porque cada situação exige uma resposta diferente. Em todos os casos, porém, o ponto de partida é o mesmo: verificar os dados antes de pagar.
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Saber se o boleto é falso começa por conferir seis pontos. Um boleto falso quase sempre deixa pistas e saber onde olhar faz toda a diferença.
O primeiro ponto a conferir é o beneficiário do boleto. O nome da empresa ou pessoa que vai receber o pagamento deve coincidir exatamente com quem emitiu a cobrança. Se você está pagando a mensalidade de uma faculdade e o beneficiário indicado é um nome desconhecido ou uma empresa diferente da instituição, o boleto é suspeito.
O segundo ponto é o CNPJ ou CPF do beneficiário. Todo boleto bancário deve trazer os dados de identificação do credor. Anote esse número e consulte no site da Receita Federal se ele corresponde à empresa ou pessoa que deveria estar recebendo o pagamento.
O terceiro ponto é o valor cobrado. Compare o valor do boleto com o contrato, a fatura ou o pedido original. Boletos adulterados muitas vezes trazem valores ligeiramente diferentes dos reais para passar despercebidos.
O quarto ponto são os três primeiros dígitos do código de barras, que identificam o banco emissor. Se não corresponder ao banco da empresa que emitiu o boleto, desconfie.
O quinto ponto é o canal de recebimento. Boletos enviados por e-mails com domínios suspeitos, por mensagens de texto ou por aplicativos de mensagem sem solicitação prévia merecem atenção redobrada. Sempre que possível, acesse o site oficial da empresa para baixar o boleto diretamente, sem depender de links externos.
Por último, verifique o prazo de vencimento. Golpistas costumam enviar boletos com vencimentos próximos para criar urgência e impedir que a vítima tenha tempo de verificar as informações com calma.
Além de olhar os dados visuais do documento, existe um jeito mais seguro de confirmar se o boleto é verdadeiro: usar o DDA, o Débito Direto Autorizado.
Desde 2018, todo boleto bancário de cobrança precisa estar registrado na base centralizada da Nuclea (antiga CIP), por norma da Febraban³. Ativando o DDA, todos os boletos emitidos no seu CPF ou CNPJ aparecem automaticamente listados, com os dados reais de beneficiário, valor e vencimento. Se o boleto que você
recebeu por e-mail ou mensagem não aparece no DDA, é um sinal forte de que algo está errado.
Na 99Pay, essa função já está disponível: é o Buscador de Boletos, o nosso DDA. Basta ativar pelo app para ver, num só lugar, todos os boletos emitidos no seu nome, sem precisar abrir o app do banco separadamente.
Como ativar o DDA na 99Pay:
Abra o app 99;
Vá para a aba 99Pay;
Clique em "Pagar boleto";
Escolha a opção "Gerencie todos os seus boletos aqui";
Clique em "Ativar".
A ativação leva até 1 dia útil para ficar disponível. Depois de ativado, o DDA funciona como uma consulta de boleto permanente: todo boleto emitido no seu CPF aparece automaticamente ali, sem você precisar ir atrás um por um. Compare os boletos listados com o boleto que você recebeu por fora (e-mail, mensagem, Correios). Se os dados não baterem, ou se o boleto não aparecer na lista, não pague sem confirmar direto com a empresa emissora.
Também existem validadores de boleto online que conferem se os dígitos verificadores da linha digitável batem matematicamente. Um validador de boleto assim é útil como checagem extra, mas não garante que o documento existe de fato. Só o DDA confirma isso.
Outra prática importante é sempre digitar o código do boleto manualmente na plataforma de pagamento, nunca escanear o código de barras de documentos recebidos por fontes não verificadas. O código de barras pode ter sido alterado digitalmente, enquanto a linha digitável digitada manualmente permite comparar os dados antes da confirmação.
Em caso de dúvida, entre em contato diretamente com a empresa emissora pelo número oficial e peça confirmação do documento antes de pagar.
Para saber como pagar boletos com segurança pelo celular, acesse Como pagar boleto online .
Conhecer os principais tipos de golpe com boleto ajuda a reconhecê-los antes de ser vítima.
O boleto falso de faculdade é um dos mais comuns. Próximo ao vencimento da mensalidade real, o golpista envia um documento falsificado que imita o layout da instituição de ensino. Como o estudante já espera receber aquela cobrança, tende a pagar sem verificar. Para evitar, sempre acesse o portal oficial da faculdade para baixar o boleto ou confirme o documento por telefone com a secretaria.
O golpe do boleto em compras online funciona de forma diferente. Após uma compra realizada em uma loja virtual, o golpista intercepta o e-mail de confirmação ou envia uma mensagem se passando pela loja, com um boleto adulterado no lugar do original. O valor pode ser idêntico ao da compra, o que dificulta a identificação. Sempre confirme o boleto acessando a área logada da loja onde realizou a compra.
O boleto de cobrança indevida é aquele emitido no CPF da vítima sem que ela tenha contratado nenhum serviço. Muitas vezes a pessoa paga por reflexo, achando que esqueceu de alguma conta. Antes de pagar qualquer boleto inesperado, verifique se você realmente contratou o serviço indicado.
O golpe do e-mail clonado é sofisticado: o golpista cria um endereço de e-mail muito parecido com o oficial de uma empresa, como suporte@empresa-pagamentos.com no lugar de suporte@empresa.com, e envia um boleto falso. Preste atenção ao endereço completo do remetente, não apenas ao nome exibido.
Se você percebeu que pagou um boleto adulterado ou fraudulento, a velocidade da reação importa. Quanto mais rápido você agir, maiores são as chances de minimizar o prejuízo.
O primeiro passo é entrar em contato imediatamente com o banco ou a plataforma de pagamento pela qual realizou a transação. Informe o ocorrido e solicite o bloqueio ou estorno do pagamento. Dependendo do tempo decorrido e da modalidade de pagamento, pode ser possível reverter a transação.
O segundo passo é registrar um boletim de ocorrência. Você pode fazer isso de forma online pelo site da Delegacia Eletrônica do seu estado. O registro é importante tanto para fins legais quanto para embasar qualquer solicitação de estorno junto ao banco.
O terceiro passo é comunicar a empresa que deveria ter recebido o pagamento. Se você pagou um boleto de faculdade falso, por exemplo, avise a instituição de ensino. Isso ajuda a empresa a tomar medidas contra o golpista e a alertar outras pessoas.
Se o banco não resolver o problema de forma satisfatória, você pode registrar uma reclamação no Procon do seu estado e no Banco Central pelo serviço de atendimento ao cidadão⁴.
A prevenção é sempre mais eficiente do que a remediação. Algumas práticas simples reduzem significativamente o risco de cair em uma falsificação de boleto ou qualquer outro tipo de fraude financeira.
Nunca clique em links de boletos recebidos por e-mail ou mensagem sem verificar a origem do remetente. Mesmo que a mensagem pareça legítima, acesse o site oficial da empresa para obter o documento diretamente.
Sempre que receber um boleto inesperado, verifique se você realmente tem aquela dívida antes de pagar. Em caso de dúvida, ligue para a empresa pelo número oficial, não pelo número que consta no e-mail ou mensagem suspeita.
Mantenha o antivírus atualizado no celular e no computador. Algumas modalidades de fraude instalam softwares maliciosos que alteram os dados de boletos enquanto você tenta pagá-los, mesmo quando o documento original é legítimo.
Use senhas fortes e únicas para cada serviço financeiro que você utiliza. Para entender como criar uma senha que realmente proteja sua conta, acesse Como criar uma senha segura de banco.
LEIA TAMBÉM : Dicas da 99Pay para se proteger de golpes online
O Pix tem uma característica que o torna especialmente útil para quem quer verificar para quem está enviando dinheiro: antes de confirmar qualquer transferência, o sistema exibe o nome completo e o CPF ou CNPJ do destinatário.
Isso significa que, se alguém tentar te enganar passando uma chave Pix fraudulenta, você consegue identificar que o beneficiário não é quem deveria ser antes de concluir o pagamento. Com o boleto adulterado, essa verificação é menos intuitiva e exige que o usuário saiba onde olhar.
Claro que o Pix também está sujeito a golpes, como o da falsa central de atendimento ou o do Pix agendado. Por isso, a atenção e a verificação dos dados do destinatário são sempre necessárias, independentemente do método de pagamento escolhido. Na 99Pay, o Pix não tem custo, o que facilita fazer esse tipo de conferência sempre que precisar, sem se preocupar em gastar por transação.
Para entender como o Pix funciona e quais cuidados tomar, acesse Pagar com Pix é seguro? .
A 99 é um aplicativo presente em diversas cidades brasileiras que reúne, em um único lugar, serviços de mobilidade urbana, entrega e soluções financeiras. A 99Pay é a conta digital integrada ao app, com protocolos de segurança que tornam o pagamento de boletos mais transparente e um boleto seguro para quem usa.
O Buscador de Boletos, nosso DDA, já reúne todas as suas cobranças em um só lugar, com base só no cadastro do seu CPF. Assim você não precisa depender da memória, do boleto impresso ou de um link recebido por fora pra saber o que tem pra pagar.
Antes de confirmar qualquer pagamento de boleto pela 99Pay, o app exibe os dados do beneficiário do boleto para que você possa verificar se as informações conferem com o esperado. Esse passo simples é uma das formas mais eficazes de evitar o pagamento de um boleto adulterado sem perceber.
Quem paga boleto pela 99Pay ainda conta com 1% de dinheiro de volta, até R$ 5, duas vezes por mês, um jeito de tornar o pagamento seguro também um pagamento que compensa.
A plataforma também utiliza criptografia e monitoramento de transações para identificar padrões suspeitos e proteger os dados das pessoas usuárias. A 99Pay nunca envia boletos não solicitados, nunca cobra valores indevidos por mensagem ou e-mail e nunca pede senha ou dados sensíveis por canais externos ao app.
Se você receber qualquer comunicação suspeita em nome da 99Pay, desconsidere e entre em contato com o suporte oficial pelo próprio aplicativo.
Baixe o app da 99 e pague seus boletos com a 99Pay: os dados do beneficiário aparecem antes da confirmação, e você ainda ganha dinheiro de volta em cada pagamento.
Fontes :
[1] Febraban. Saiba quais foram os 10 golpes mais aplicados contra clientes bancários. Disponível em: https://portal.febraban.org.br/noticia/4381/pt-br/
[2] Febraban. Febraban dá dicas para pagar boletos com segurança e evitar golpes. Disponível em: https://portal.febraban.org.br/noticia/4077/pt-br/
[3] Febraban. Nova Plataforma de Boletos de Pagamento-Cobrança Registrada. Disponível em: https://portal.febraban.org.br/pagina/3150/1094/pt-br/servicos-novo-plataforma-boletos
[4] Procon-SP. Orientações ao consumidor sobre cobrança indevida e boletos fraudulentos. Disponível em: https://www.procon.sp.gov.br