




Última atualização: 28/08/2026
Ganhar dinheiro além do salário passou a ser atraente não só em momentos de aperto. Para muita gente, renda extra pode ser uma oportunidade de testar habilidades, conquistar novos clientes, construir reserva financeira e até começar uma mudança de carreira.
Esse foi um dos temas do primeiro episódio da segunda temporada do videocast Dinheiro Delas, no YouTube. A rapper e empresária Júlia Costa e a especialista em finanças Mari Ferreira conversam com a criadora de conteúdo Rebecca Gomes sobre como aumentar a renda sem romantizar a sobrecarga de trabalho.
A renda extra pode ser uma necessidade, mas também uma escolha estratégica. Com planejamento, uma habilidade que hoje gera trabalhos pontuais pode se transformar em uma profissão, um negócio ou até no primeiro passo para uma transição de carreira.
Você vai ler sobre:
O que é um freelancer?
Freelancer pode ser renda extra?
Como trabalhar como freelancer sem se sobrecarregar?
Como fazer freelancer: comece pelas habilidades que você já tem
Como conseguir freelancer e encontrar os primeiros clientes
Como ser um freelancer e cobrar pelo seu trabalho
Quanto ganha um freelancer?
Renda extra pode virar uma profissão?
Renda extra não precisa significar trabalhar o tempo inteiro
Renda extra, empreendedorismo e os próximos passos
Como transformar a renda extra em estratégia
Renda extra pode iniciar uma nova história profissional
Perguntas frequentes sobre freelancer e transição de carreira
Freelancer é um profissional que presta serviços de forma independente para diferentes clientes, por projetos, demandas específicas ou períodos determinados. Ou seja, trabalham por conta própria, sem vínculo empregatício, e podem exercer atividades que exigem diferentes tipos de habilidades.
O que faz um freelancer depende de suas habilidades. Os serviços freelancer mais comuns envolvem redação, fotografia, design, tradução, edição de vídeo, programação, consultoria, produção de conteúdo, organização, aulas particulares, dentre outras atividades.
O que é trabalhar como freelancer? É transformar uma habilidade em um serviço que pode ser oferecido a clientes, estabelecendo valores, prazos, entregas e condições de trabalho. Pode ser uma atividade principal ou complementar a outra fonte de renda.
Sim, e essa é uma das possibilidades discutidas no Dinheiro Delas. Freelancer renda extra é um dos caminhos discutidos no episódio: você identifica algo que sabe fazer, encontra uma demanda e oferece esse serviço em horários disponíveis.
Freelancer como renda extra não precisa ocupar todos os dias da semana. Como explica Mari Ferreira no episódio, uma alternativa pode ser reservar alguns fins de semana ou períodos específicos do mês para realizar trabalhos pontuais.
Essa estratégia ajuda quem já possui uma rotina cheia, já que aumentar a renda não deveria significar transformar todos os dias em uma jornada interminável.
O Banco Central recomenda que o planejamento financeiro considere receitas e despesas e também leve em conta rendimentos variáveis. Isso ajuda a visualizar melhor quanto dinheiro entra e sai ao longo do tempo.¹
Quem recebe por trabalhos freelancer também pode simplificar essa organização recebendo os pagamentos via Pix e mantendo esse dinheiro separado do salário fixo, para visualizar com clareza quanto a renda extra está realmente rendendo em serviços entregues.
Essa é uma das principais questões do episódio: como aumentar a renda sem comprometer a saúde, o descanso e o trabalho principal? Tudo começa pela gestão do tempo. Antes de aceitar qualquer serviço, avalie:
Quantas horas disponíveis você tem?
O trabalho será pontual ou recorrente?
Quanto tempo será necessário para entregar o serviço?
Existem deslocamentos envolvidos?
Você precisará comprar materiais ou ferramentas?
O trabalho vai interferir no seu emprego principal?
Quanto dinheiro sobrará depois dos custos?
A ideia não é preencher cada espaço de tempo, mas descobrir quanto trabalho adicional cabe na sua realidade. Rebecca Gomes conta que chegou a conciliar emprego formal, produção de conteúdo e atividade como pessoa jurídica.
Uma renda adicional pode abrir oportunidades, mas também exige organização e limites. Uma regra ajuda a evitar frustração: não transformar a renda extra em uma obrigação permanente antes de saber se ela é sustentável.
Não precisa começar aprendendo uma profissão nova. Uma boa pergunta é: o que eu já sei fazer que poderia resolver um problema de outra pessoa? Pode ser algo relacionado à sua profissão atual ou a um hobby:
Você sabe escrever bem? Pode oferecer produção ou revisão de textos;
Tem facilidade com organização? Pode prestar serviços administrativos;
Gosta de fotografia? Pode fazer ensaios ou cobertura de eventos;
Sabe editar vídeos? Pode trabalhar com conteúdo para empresas e criadores;
Tem conhecimento em algum assunto? Pode oferecer aulas ou consultorias, conforme sua formação e área de atuação.
Foi esse o ponto destacado por Mari no episódio: identificar talentos e capacidades que já existem, inclusive aqueles que ainda são vistos apenas como hobby. O caminho de renda extra freelancer costuma começar exatamente por aí, nas habilidades que já fazem parte do dia a dia.
Depois de descobrir o serviço que você pode oferecer, surge outra pergunta: como conseguir freelancer? O primeiro caminho é tornar claro o que você faz.
Monte um portfólio simples, mesmo com poucos trabalhos. Se não tiver clientes anteriores, você pode criar exemplos próprios para demonstrar sua capacidade. Depois, comece a comunicar seu serviço a pessoas que possam precisar dele. Algumas possibilidades são:
Divulgar seu trabalho nas redes sociais;
Avisar antigos colegas e contatos profissionais;
Pedir indicações;
Participar de comunidades relacionadas à área;
Procurar empresas que possam contratar o serviço;
Criar um portfólio digital;
Acompanhar oportunidades em plataformas de trabalho.
Outra pergunta frequente é como conseguir trabalho freelancer sem experiência. Nesse caso, trabalhos pequenos podem servir para construir referências, desde que o preço e as condições sejam definidos de maneira consciente.
Começar não significa trabalhar de graça. No episódio, Rebeca conta que já fotografou gratuitamente para amigos e familiares para construir portfólio. Com o tempo, percebeu a importância de cobrar pelo próprio trabalho.
Saber como ser um freelancer não significa apenas encontrar clientes. É preciso aprender a precificar. Um erro comum é considerar apenas o custo do material utilizado e esquecer que existe também o valor da própria hora de trabalho.
Uma pessoa que produz uma peça artesanal precisa considerar matéria-prima, embalagem, transporte, taxas, ferramentas e outros custos envolvidos. Mas também deve levar em conta o tempo dedicado à produção.
O mesmo vale para um serviço digital. Uma hora de reunião pode exigir outras horas de pesquisa, preparação, execução e revisão. Antes de definir preço, faça algumas perguntas:
Quanto custa produzir ou executar o serviço?
Quantas horas serão necessárias?
Existem custos indiretos?
Quanto o mercado cobra por serviços semelhantes?
Qual é o nível de experiência e qualidade que você oferece?
Quanto precisa sobrar depois dos custos?
O Banco Central destaca que o orçamento financeiro deve considerar receitas e despesas e pode ajudar a identificar riscos, priorizar gastos e planejar decisões futuras.²
Não há resposta única. Depende da atividade, experiência, especialização, quantidade de clientes, volume de trabalho, região, formato de contratação e capacidade de precificação.
Por isso, desconfie de promessas de renda garantida ou de valores fáceis. O trabalho freelancer pode aumentar a renda, mas não significa dinheiro imediato. Uma forma mais realista de avaliar o potencial é calcular o valor líquido de cada serviço e acompanhar os resultados ao longo dos meses. Por exemplo:
Valor recebido: R$ 500
Custos do trabalho: R$ 100
Tempo total dedicado: 10 horas
Resultado antes de outros impostos e despesas pessoais: R$ 400
Nesse exemplo, o valor gerado pelo trabalho é diferente dos R$ 500 recebidos do cliente.
Pode, mas essa transformação não acontece automaticamente. É aqui que entra outro tema do episódio: transição de carreira.
Uma renda extra pode funcionar como um laboratório profissional. Em vez de deixar o emprego atual para descobrir se gosta de outra atividade, você pode começar a experimentar a nova área aos poucos. Essa estratégia permite testar algumas questões:
Eu realmente gosto dessa atividade?
Tenho capacidade para executar esse trabalho profissionalmente?
Existem pessoas dispostas a pagar por ele?
Quanto consigo ganhar?
Consigo conciliar essa atividade com meu trabalho atual?
Quero transformar isso em profissão?
Quanto preciso guardar antes de mudar?
Rebeca conta ao Dinheiro Delas que começou a construir sua renda extra enquanto ainda estava no emprego formal porque queria sair do trabalho com mais segurança. A ideia era formar uma reserva antes de mudar. Planejamento diminui a pressão por resultados da nova atividade.
Se faltar fôlego financeiro nesse meio-tempo, o empréstimo pessoal da 99Pay é uma opção com taxas justas para cobrir um período de adaptação (sujeito a aprovação de crédito).
LEIA TAMBÉM : Quem tem carteira assinada pode ter MEI?
Um dos principais recados do episódio Dinheiro Delas é evitar a romantização da sobrecarga. Ter três trabalhos pode ser uma realidade para algumas pessoas, mas não significa que isso seja saudável ou sustentável.
A renda extra deve ser encarada como ferramenta. Ela pode servir para:
Pagar uma dívida;
Formar uma reserva;
Realizar um projeto;
Financiar um curso;
Testar uma profissão;
Aumentar a segurança financeira;
Construir patrimônio;
Preparar uma mudança de carreira.
O objetivo não é trabalhar cada vez mais para sempre, mas que o dinheiro adicional tenha uma função. O Banco Central reforça que a educação financeira envolve organização do orçamento, planejamento, formação de poupança e decisões conscientes sobre recursos.³
LEIA TAMBÉM : Trabalho autônomo: diferença entre MEI e nanoempreendedor
Nem todo freelancer precisa abrir logo uma empresa. A forma adequada de trabalhar e se formalizar depende da atividade, do modelo de contratação e da situação de cada profissional.
Para quem pretende transformar uma atividade complementar em negócio, conheça as possibilidades de formalização e avalie as obrigações correspondentes. O Sebrae explica, por exemplo, diferenças entre profissionais autônomos e MEI e os critérios relacionados à formalização.⁴ Há ainda oportunidades de negócio específicas para quem já está formalizado como MEI e quer ampliar a atuação.⁵
Se a renda extra também exigir investimento em equipamento, dá pra pagar o fornecedor no Pix e parcelar no cartão de crédito na 99Pay, sem comprometer o caixa de uma vez só.
Se a ideia for começar um negócio com pouco investimento, confira também o conteúdo da 99Pay sobre como empreender com pouco dinheiro .
E se você está procurando outras possibilidades para aumentar a renda, veja cinco formas de ter uma renda extra .
LEIA TAMBÉM : Veja como abrir uma MEI e prestar serviços como PJ
A conversa do Dinheiro Delas traz uma ideia que se aplica à vida financeira: aumentar a renda não precisa ser apenas uma resposta ao aperto.
Pode ser também uma estratégia de construção para permitir que a mudança aconteça com mais informação e menos improviso. Um possível caminho é:
Identificar uma habilidade que você domina.
Transformar essa habilidade em um serviço.
Testar o serviço com pequenos trabalhos.
Calcular custos e definir um preço.
Organizar agenda para evitar sobrecarga.
Separar o dinheiro da renda extra.
Direcionar parte do valor para uma reserva financeira.
Avaliar se existe demanda recorrente.
Desenvolver novas habilidades.
Decidir se a atividade continuará como renda complementar ou poderá se tornar uma nova carreira.
Freelancer, renda extra e transição de carreira não precisam ser etapas separadas. Uma habilidade pode começar como hobby, que pode virar um pequeno serviço, que pode gerar renda extra, que pode formar uma reserva, que pode dar segurança para testar uma nova profissão que pode, talvez, se transformar na principal fonte de renda.
Foi essa trajetória que apareceu na conversa entre Júlia Costa, Rebeca Gomes e Mari Ferreira no episódio 01 da Temporada 02 do Dinheiro Delas.
Nem todo mundo precisa ter uma renda extra. Quando existe espaço para isso, ela pode ser planejada de acordo com a realidade de cada pessoa, sem precisar ser romantizada.
Trabalhar mais pode ajudar em determinados momentos, mas o objetivo de uma estratégia financeira deve ser construir mais segurança, autonomia e possibilidades, não só preencher todas as horas do dia com trabalho.
Se a sua renda atual não comporta todos os seus planos, o primeiro passo pode não ser procurar outro emprego. Pode ser olhar para as habilidades que você já tem e perguntar: existe alguém disposto a pagar por aquilo que eu sei fazer?
Às vezes, a resposta pode ser o começo de uma renda extra. E, em alguns casos, pode ser também o primeiro passo para uma nova carreira. Acesse a conta digital da 99 e organize seus ganhos extras em um só lugar, direto pelo app.
Fontes :
[1] Banco Central do Brasil. O que é um orçamento pessoal? Disponível em: https://www.bcb.gov.br/meubc/faqs/p/o-que-e-um-orcamento-pessoal
[2] Banco Central do Brasil. Caderno de Educação Financeira - Gestão de Finanças Pessoais. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/pre/pef/port/caderno_cidadania_financeira.pdf
[3] Banco Central do Brasil. Cidadania Financeira: Educação financeira para decisões mais conscientes e um futuro mais seguro. Disponível em: https://bcb.gov.br/cidadaniafinanceira
[4] Sebrae. Qual a diferença entre MEI e profissional autônomo? Disponível em: https://meuatendimento.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/qual-a-diferenca-entre-mei-e-profissional-autonomo
[5] Sebrae. Oportunidades de negócio para MEI. Disponível em: https://sebrae.com.br/empreendedores/guiaparaomei/querosermei/oportunidades-de-negocio-para-mei