
O Setembro Amarelo representa o movimento mundial de conscientização e prevenção ao suicídio, e o incentivo ao diálogo sobre a saúde mental . Esse cuidado primordial vai muito além do propósito de ter uma mente tranquila, envolve aspectos essenciais para construir uma vida mais equilibrada com leveza e bem-estar.
Dentro disso, surge também um assunto que tira a “paz” de muitas pessoas: o dinheiro . Ele exerce um papel central no equilíbrio emocional e na percepção de segurança e esperança no futuro. Nesse sentido, pensar em saúde mental é pensar em bem-estar financeiro . Continue lendo este artigo e aprenda com as dicas da 99Pay a gerir melhor suas finanças e respirar mais aliviado ao fim do mês.
O Setembro Amarelo é a campanha de conscientização e prevenção ao suicídio, em prol da saúde mental e quebra de tabus quanto ao bem-estar emocional das pessoas. Além dos 30 dias de campanha, no dia 10 de setembro é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, o que reforça ainda mais a necessidade de falar sobre as necessidades da saúde mental.
O movimento, que conta com apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP, teve início no Brasil em 2015 e, desde então, ganha mais visibilidade a cada ano com campanhas e iniciativas feitas em prol da saúde da população.
A origem do Setembro Amarelo se deu nos Estados Unidos, quando o jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio, em 1994. O rapaz muito habilidoso restaurou um automóvel Mustang 68 e o pintou de amarelo. No dia do velório, foi feita uma cesta com cartões decorados com fitas amarelas e a mensagem “se você precisar, peça ajuda”.
A iniciativa da família e dos amigos foi o estopim para um movimento importante de prevenção ao suicídio, justamente porque os cartões chegaram às mãos de pessoas que precisavam de apoio. A consequência dessa história, o laço amarelo foi escolhido como símbolo da luta contra o suicídio.
Os 3 pilares da saúde mental incluem: bem-estar emocional, psicológico e social. Os três juntos somam a capacidade da pessoa de lidar com emoções, buscar o desenvolvimento pessoal e alimentar as relações interpessoais.
Outra visão que abrange esses 3 pilares aponta para a prevenção, a percepção e o tratamento, enfatizando a importância de hábitos saudáveis, o autoconhecimento para identificar sinais de desequilíbrio e a busca por ajuda especializada.
Bem-estar emocional: fala sobre a capacidade de gerenciar as emoções e o estresse diário, mantendo uma atitude positiva e equilibrada.
Bem-estar psicológico: envolve o desenvolvimento pessoal, a autoestima e a capacidade de enfrentar desafios de forma construtiva.
Bem-estar social: diz respeito às relações interpessoais, à rede de apoio e ao senso de pertencimento a uma comunidade ou grupo.
As dificuldades financeiras são um dos pilares que afetam a saúde mental de muitos brasileiros. Afinal, manter as contas em dia tem se tornado cada vez mais desafiadoras e, quando os boletos se acumulam, o impacto é nítido: ansiedade, estresse, isolamento emocional e até mesmo quadros de depressão.
A 4ª edição da pesquisa Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros, pesquisa feita pela fintech Onze em parceria com a Icatu, aponta que 49% dos entrevistados disseram que o dinheiro é a principal fonte de preocupação . O número é maior que temas como saúde (19%), família (15%), trabalho (7%), violência (7%) e política (3%).
O estudo de 2025 ouviu 8.701 pessoas, que são trabalhadores de carteira assinada (CLT), autônomos (MEI), desempregados, aposentados e funcionário público. Dos entrevistados que assinalaram a preocupação com as finanças em primeiro lugar, 61% afirmaram não ter dinheiro para emergências com saúde, como acidentes ou para ajudar amigos e familiares.
Outro dado alarmante é que, atualmente, 51% dos entrevistados afirmam que a renda mensal não é suficiente para cobrir os gastos . Além disso, essa instabilidade financeira tem impacto direto na saúde emocional dos trabalhadores: 72% relatam que suas finanças afetam negativamente o bem-estar mental . Entre os sintomas mais comuns estão ansiedade (65%), insônia (50%) e depressão (21%).
Portanto, quando o assunto é dinheiro vale ressaltar que ele está diretamente ligado à saúde mental das pessoas. Como vimos através dos dados da pesquisa, as pessoas se preocupam o tempo todo com as finanças, e esse desequilíbrio afeta diretamente o dia a dia.
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Cuidar da saúde mental também passa por organizar as finanças. Encontrar equilíbrio entre orçamento e bem-estar reduz a ansiedade, traz mais clareza e ajuda a planejar o futuro com mais tranquilidade
Sabemos que as finanças não são as únicas responsáveis pelo esgotamento mental, porém é um tópico a ser considerado e, acima de tudo, melhorado na rotina. Alcançar o equilíbrio da economia pessoal é o desejo de muitas pessoas. Para isso, algumas atitudes podem fazer a diferença.
A educação financeira é essencial para dar o primeiro passo rumo ao equilíbrio. Nada mais é do que entender de forma realista a sua própria situação: quanto você ganha, quanto gasta, quais são as suas prioridades e onde é possível melhorar . Esse conhecimento traz clareza e permite que as decisões deixem de ser impulsivas para se tornarem conscientes.
Leia também: Organização financeira: como categorizar gastos?
1. Monte uma planilha de controle financeiro
Agora que você já sabe que entender suas finanças é fundamental, coloque tudo em um documento de controle para ter um acesso mais ágil ao que entre e ao que sai da sua conta.
2. Planeje seu orçamento
Depois de descobrir tudo o que você gasta por mês, chegou o momento de organizar melhor suas saídas. Para isso, classifique em três pilares: gastos obrigatórios, gastos essenciais e gastos supérfluos. Ah, lembre-se de incluir também os momentos de lazer, afinal é importante para seu bem-estar.
3. Estabeleça metas financeiras claras alinhadas aos sonhos
Sem as famosas metas estabelecidas para realizar seus sonhos, você sempre terá a sensação de trabalhar e trabalhar sem ter nada em troca. Para evitar isso, foque em uma meta e estabeleça parâmetros para cumprir, como a meta de juntar R$ 5.000 para quitar uma dívida, que será feita com a reserva de R$ 500 ao mês, por exemplo.
Cuidar da saúde financeira é também cuidar da saúde mental. Como vimos, o mês de setembro reforça ainda mais a importância de dar atenção ao tema. Por isso, a 99Pay busca sempre ser uma parceira quando falamos em dinheiro. E talvez esse seja o sinal que você precisava para dar início a uma vida financeira mais tranquila.
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Que neste Setembro Amarelo possamos lembrar de nos cuidar em todos os aspectos. Ah, se precisar de ajuda, não deixe de pedir. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional por meio do número 188, atendendo 24 horas por dia, todos os dias da semana. O diálogo e o apoio são fundamentais para enfrentar os desafios da saúde mental.
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A relação entre finanças e saúde mental é profunda e interligada. Problemas financeiros podem gerar estresse, ansiedade e depressão, enquanto transtornos mentais podem dificultar a gestão do dinheiro, criando um ciclo que afeta diretamente seu bem-estar.
O estresse financeiro pode se manifestar de diversas formas, como ansiedade constante, insônia, irritabilidade e até mesmo sintomas físicos. A preocupação com dívidas e a falta de controle sobre o dinheiro são grandes gatilhos para o desenvolvimento ou agravamento de problemas de saúde mental.
Fique atento a sinais como preocupação excessiva com dinheiro, dificuldade para dormir, mudanças de humor, isolamento social, gastos impulsivos ou, ao contrário, uma paralisação na tomada de decisões financeiras. Esses podem ser indicativos de que suas finanças estão afetando sua saúde mental.
Comece com um orçamento simples para entender suas receitas e despesas. Identifique gastos essenciais e supérfluos. Ter clareza sobre para onde seu dinheiro está indo é o primeiro passo para retomar o controle e reduzir a ansiedade.
Sim, com certeza! Conhecer mais sobre como gerenciar seu dinheiro, poupar e investir te dá mais segurança e confiança. A educação financeira empodera você a tomar decisões mais conscientes, diminuindo a incerteza e o estresse.
Um orçamento que contribui para o bem-estar mental é aquele que é realista e flexível. Inclua uma reserva para emergências e também para lazer, pois o equilíbrio entre responsabilidade e momentos de prazer é fundamental para a saúde mental.
Se você se sente sobrecarregado, procure ajuda. Para questões financeiras, consultores financeiros podem oferecer orientação. Para a saúde mental, psicólogos e psiquiatras são os profissionais indicados. Não hesite em buscar apoio.
Adotar hábitos como poupar regularmente, evitar dívidas desnecessárias, planejar compras e ter uma reserva de emergência são atitudes que trazem mais tranquilidade. Pequenas mudanças podem gerar um grande impacto positivo na sua saúde mental.
O primeiro passo é reconhecer a situação e não se culpar. Busque renegociar suas dívidas, priorizando as de juros mais altos. Crie um plano de pagamento realista e, se necessário, procure apoio profissional para te ajudar nesse processo.
Sim, é possível. Embora desafiador, focar no que você pode controlar, buscar apoio, praticar o autocuidado e manter uma perspectiva positiva são atitudes que ajudam a preservar sua saúde mental, mesmo diante de adversidades financeiras.