
Economizar dinheiro é um dos objetivos mais citados pelos brasileiros no começo de cada ano. E também um dos primeiros a ser abandonado quando a rotina bate e o orçamento aperta. Falta de vontade quase nunca é o problema. Na maioria das vezes, o que falta é método.
Segundo dados do Banco Central do Brasil, parte significativa da população brasileira não consegue guardar nenhum valor ao final do mês, e o endividamento persiste em milhões de famílias①. Mas a mesma pesquisa mostra que, quando as pessoas adotam comportamentos financeiros planejados, a capacidade de poupar aumenta em qualquer nível de renda.
Neste artigo você vai encontrar dicas de economia financeira e dicas para economizar dinheiro no dia a dia, organizadas por área da vida e aplicáveis a diferentes realidades. Ao final, vai entender o que fazer com o dinheiro economizado para que ele trabalhe por você.
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Por que é tão difícil economizar dinheiro no dia a dia?
Como fazer para economizar dinheiro: o ponto de partida
Dicas para economizar dinheiro em casa
Dicas para economizar dinheiro no trabalho e no transporte
Dicas para economizar nas compras e no consumo
Como poupar dinheiro mesmo ganhando pouco
50 dicas para economizar dinheiro
O que fazer com o dinheiro economizado: como fazer o dinheiro crescer
Perguntas frequentes sobre como economizar dinheiro
Antes de falar em como economizar, entenda por que é tão difícil fazer isso de forma consistente.
O primeiro obstáculo é a ausência de um diagnóstico financeiro. A maioria das pessoas não sabe exatamente quanto gasta por mês nem em quais categorias o dinheiro vai embora. Sem essa informação, qualquer tentativa de economizar fica na intenção, não na prática.
O segundo obstáculo é o consumo por impulso. Compras não planejadas, assinaturas esquecidas e gastos pequenos e recorrentes que parecem irrelevantes somam valores expressivos ao longo do mês. Segundo pesquisa da Serasa, o endividamento das famílias brasileiras está diretamente relacionado à falta de controle sobre esses gastos variáveis².
O terceiro obstáculo é a ausência de metas. Economizar dinheiro sem um objetivo claro é como fazer dieta sem saber por quê. A motivação some na primeira dificuldade. Quando o dinheiro poupado tem um destino, seja uma reserva de emergência, uma viagem ou a entrada de um imóvel, o hábito se sustenta com muito mais facilidade.
Existe ainda um quarto ponto que precisa ser reconhecido: para grande parte da população brasileira, o salário mínimo e a renda média não cobrem os gastos básicos. Nestes casos, guardar dinheiro esbarra na renda insuficiente, mesmo com o orçamento bem organizado. Isso reflete um contexto econômico real, mais amplo do que a organização pessoal de cada um.
A boa notícia é que os obstáculos comportamentais, diagnóstico, impulso e metas, não são intransponíveis. Eles respondem a uma coisa: método.
Se você quer aprender como economizar dinheiro no dia a dia sem cortar tudo que gosta, existe um passo que precede todos os outros: entender para onde o seu dinheiro vai.
Durante um mês inteiro, anote tudo o que você gasta, desde as contas fixas até os cafezinhos, lanches, compras por impulso e assinaturas no débito automático. Esse exercício costuma revelar padrões que passam despercebidos no dia a dia e que, somados, representam uma fatia significativa da renda.
Com esse diagnóstico, monte um orçamento com três blocos: quanto entra, quanto é obrigatório gastar (detalhado por categoria) e quanto fica disponível. O valor que sobra depois dos gastos obrigatórios é onde está a oportunidade de economizar. Veja um exemplo:
| Categoria | Tipo | Valor |
|---|---|---|
| Salário | Entrada | R$ 3.000 |
| Aluguel | Obrigatório | R$ 900 |
| Contas fixas (água, luz, internet) | Obrigatório | R$ 400 |
| Mercado | Obrigatório | R$ 600 |
| Transporte | Obrigatório | R$ 300 |
| Total obrigatório | R$ 2.200 | |
| Disponível (entrada − total obrigatório) | R$ 800 |
Valores meramente ilustrativos, para você substituir pelos seus números e categorias reais.
Nesse exemplo, os R$ 800 que sobram depois dos gastos obrigatórios são o espaço real para guardar dinheiro. Quebrar o obrigatório por categoria ajuda a enxergar onde dá para cortar sem mexer no essencial, como reduzir a categoria mercado ou renegociar as contas fixas.
O passo seguinte é inverter a lógica do "guardar o que sobra". Na prática, quase nunca sobra. A estratégia que funciona é guardar um valor assim que a renda entrar, antes de qualquer outro gasto, e viver com o restante. Mesmo que o valor inicial seja pequeno, o hábito é o que faz o resultado crescer ao longo do tempo.
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O ambiente doméstico é um dos lugares onde mais se desperdiça dinheiro sem perceber. Pequenas mudanças de hábito nessa área têm impacto direto e imediato no orçamento.
Na conta de energia elétrica, aparelhos em modo de espera consomem energia mesmo quando não estão em uso. O hábito de desligar completamente televisores, carregadores e eletrodomésticos quando não estão sendo usados pode reduzir a conta de luz de forma perceptível. Substituir lâmpadas convencionais por LED e usar o ar-condicionado com moderação e temperatura adequada também contribui para essa economia.
Na conta de água, banhos mais curtos e a verificação regular de vazamentos são medidas simples com resultado concreto. Um vaso sanitário com vazamento pode desperdiçar uma quantidade significativa de água por dia, o que representa um impacto direto no bolso³.
No supermercado, fazer compras com lista e sem fome é uma das dicas de economia mais antigas e mais eficazes. Pesquisas apontam que consumidores que compram sem lista gastam mais do que planejavam⁴. Planejar as refeições da semana com antecedência também reduz o desperdício de alimentos e diminui a frequência de pedidos por delivery.
Por fim, revise as assinaturas mensais. Streaming, academias, aplicativos e serviços que você paga mas não usa são um vazamento silencioso no orçamento. Uma revisão anual dessas despesas costuma liberar um valor que pode ir direto para a reserva.
Os gastos do dia de trabalho são outro ponto onde o dinheiro escoa sem que a gente perceba.
Marmita é uma das maneiras de economizar com resultado mais imediato. Almoçar fora todos os dias tem um custo mensal considerável. Com a marmita, esse custo cai drasticamente e ainda permite mais controle sobre a alimentação.
No transporte, a escolha entre o app de corridas e o transporte público deve ser feita de forma consciente. Para trajetos curtos e eventuais, o app pode ser prático. Para deslocamentos diários, o transporte público ou a combinação de modos representa uma economia mensal expressiva.
A carona compartilhada com colegas de trabalho é uma alternativa que reduz o custo do combustível e do estacionamento para todos os envolvidos e ainda contribui para a mobilidade urbana.
Por último, revise o plano do celular. Pagar por uma franquia de dados que você nunca usa integralmente é um gasto que pode ser cortado sem impacto real no seu dia a dia.
O comportamento de compra está entre as maneiras de economizar com maior potencial de impacto para a maioria das pessoas.
Pesquisar preço antes de comprar é um hábito simples que pode representar uma economia significativa, especialmente em compras de maior valor. Comparadores de preço online permitem verificar em segundos se aquela oferta é realmente boa ou se é possível encontrar o mesmo produto mais barato em outro lugar.
A regra das 24 horas funciona bem para frear compras por impulso: antes de finalizar qualquer compra não planejada, espere um dia. Se no dia seguinte o desejo ainda estiver lá e o valor couber no orçamento, compre. Em muitos casos, a vontade passa junto com o gatilho que a gerou.
Comprar em quantidade itens de uso recorrente durante promoções, como produtos de limpeza, higiene e alimentos não perecíveis, é uma estratégia eficiente de como gastar menos no longo prazo. O custo por unidade cai e você ganha tempo ao não precisar repor esses itens com frequência.
Evitar parcelamentos desnecessários também é fundamental. Parcelar uma compra que não é urgente significa comprometer a renda dos meses seguintes e reduzir a margem disponível para guardar dinheiro. Pra entender melhor como equilibrar consumo e orçamento, veja como gastar meu dinheiro sem comprometer o que já está guardado.
Uma das crenças que mais paralisa quem quer economizar é a de que só é possível guardar dinheiro quando a renda é alta. Não é verdade.
O que define a capacidade de poupar não é o valor que entra, mas a diferença entre o que entra e o que sai. Pessoas com renda alta que gastam tudo o que ganham não poupam nada. Pessoas com renda menor que administram bem o orçamento conseguem guardar todos os meses.
O segredo da economia financeira está na consistência, não no valor. Guardar R$ 50 por semana representa R$ 2.600 ao final de um ano. Guardar R$ 100 por mês, R$ 1.200. Valores que parecem pequenos individualmente têm um efeito acumulativo relevante quando o hábito é mantido. Para entender melhor como poupar dinheiro mesmo com orçamento apertado, o caminho passa por identificar os pequenos gastos invisíveis: o café comprado todos os dias, a taxa de serviço do banco que cobra mensalidade, a assinatura que você não lembra de ter contratado. Esses valores, somados, costumam representar mais do que parece.
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A seguir, uma lista prática de dicas financeiras organizada por categoria para você usar como referência e aplicar no seu dia a dia.
Desligue aparelhos da tomada quando não estiver usando;
Substitua lâmpadas convencionais por LED;
Use o ar-condicionado entre 23 e 24 graus para economizar energia;
Tome banhos de no máximo 5 minutos;
Verifique regularmente se há vazamentos em torneiras e vasos sanitários;
Reutilize a água do enxágue da máquina de lavar para limpar o quintal;
Negocie o plano de internet e telefone fixo anualmente;
Faça manutenção preventiva de eletrodomésticos para evitar gastos maiores;
Aproveite a luz natural durante o dia antes de ligar as luzes;
Revise seu seguro residencial e compare com outras opções do mercado.
Faça compras com lista e sem fome;
Planeje as refeições da semana antes de ir ao mercado;
Compre frutas e verduras da estação, que são mais baratas;
Prefira marcas próprias do supermercado em itens de uso cotidiano;
Congele alimentos próximos do vencimento para evitar desperdício;
Leve marmita para o trabalho pelo menos três vezes por semana;
Faça o café em casa e leve em garrafa térmica;
Compre em quantidade quando produtos não perecíveis estiverem em oferta;
Evite comprar alimentos já processados e cortados, que costumam custar mais;
Aproveite os dias de promoção dos supermercados da sua região.
Use o transporte público para deslocamentos diários sempre que possível;
Combine carona com colegas de trabalho ou vizinhos;
Faça revisões preventivas do carro para evitar gastos maiores com mecânica;
Calibre os pneus regularmente para reduzir o consumo de combustível;
Avalie se o custo do estacionamento mensal compensa em relação a outras opções.
Espere 24 horas antes de finalizar qualquer compra não planejada;
Pesquise preço em pelo menos três lugares antes de comprar;
Evite parcelar compras desnecessárias;
Use programas de fidelidade e cashback de forma estratégica;
Compre roupas fora de temporada, quando os preços caem;
Avalie se você realmente precisa do produto ou apenas quer;
Venda o que não usa mais antes de comprar algo novo;
Prefira produtos duráveis a produtos descartáveis;
Evite comprar por impulso em liquidações sem verificar se o preço é realmente vantajoso;
Dê preferência a lojas que aceitam troca ou devolução.
Aproveite opções gratuitas de lazer na sua cidade;
Compartilhe assinaturas de streaming com familiares dentro do permitido pelos serviços;
Procure cupons e promoções antes de ir a restaurantes e cinemas;
Escolha datas alternativas para viagens, fora dos picos de alta temporada;
Leia livros pela biblioteca pública ou por serviços de assinatura antes de comprar.
Revise todas as assinaturas mensais e cancele as que não usa;
Negocie seu plano de celular anualmente;
Compare planos de saúde anualmente para verificar se ainda é o mais adequado;
Cancele serviços de academia se sua frequência for baixa e busque alternativas mais baratas;
Avalie se serviços de entrega por assinatura realmente compensam no seu caso.
Anote todos os gastos durante pelo menos um mês para entender seu padrão;
Defina um valor fixo para guardar assim que receber a renda, antes de qualquer gasto;
Estabeleça uma meta clara para o dinheiro que está economizando;
Revise seu orçamento mensalmente e ajuste o que for necessário;
Coloque o dinheiro economizado em uma conta que faça ele crescer automaticamente.
Essas dicas de como economizar dinheiro funcionam melhor quando aplicadas aos poucos, não todas de uma vez.
Economizar dinheiro é o primeiro passo. O segundo é tão importante quanto: colocar esse dinheiro no lugar certo para que ele trabalhe por você.
Deixar o valor economizado parado na conta corrente é uma oportunidade desperdiçada. Sem nenhuma lucratividade, o dinheiro perde poder de compra com o tempo por conta da inflação¹. A alternativa inteligente é mover esse valor para uma conta que faça ele crescer automaticamente, pra usar quando quiser e sem burocracia.
É aí que a 99Pay entra. A 99 é um aplicativo que reúne serviços de mobilidade urbana, entrega e soluções financeiras completas. A 99Pay é a conta digital da 99, com lucratividade automática de até 110% do CDI para valores de até R$ 5.000, todos os dias, incluindo finais de semana e feriados, sem carência e pra usar quando quiser. Quem completa as missões do Acelerador de Lucros, como cadastrar a chave Pix e ativar o débito automático de contas, pode elevar essa lucratividade para até 130% do CDI ou mais.
Na prática, isso significa que cada real economizado e mantido na 99Pay não fica parado: ele pode lucrar até 110% do CDI para valores de até R$ 5.000, todos os dias, de forma automática, enquanto você segue com a sua rotina.
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Fontes :
[1] Banco Central do Brasil. Série Cidadania Financeira: comportamento financeiro do brasileiro. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/nor/relcidfin
[2] Serasa. Mapa da inadimplência e comportamento financeiro dos brasileiros. Disponível em: https://www.serasa.com.br/limpa-nome-online/blog/mapa-da-inadimplencia-e-renogociacao-de-dividas-no-brasil/
[3] IBGE. Pesquisa de Orçamentos Familiares: despesas e consumo das famílias brasileiras. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/24786-pesquisa-de-orcamentos-familiares.html
[4] Febraban. Guia de educação financeira para o consumidor. Disponível em: https://www.febraban.org.br