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Nathália Borba é copywriter e redatora especialista em SEO, com foco em Direito Civil e leis de trânsito. Sua missão é traduzir a linguagem jurídica em conteúdos práticos, acessíveis e relevantes para o público 99.

Última atualização: 26/09/2025
Chassi remarcado ainda é uma dúvida comum entre muitos motoristas de aplicativo e até condutores comuns, especialmente na hora de comprar ou vender um veículo.
Pensando nisso, você vai entender neste texto, o que significa, quais são os riscos e problemas legais que a remarcação de chassi pode causar, como funciona e muito mais. Confira:
O chassi remarcado é quando a numeração original de um carro, ou número de identificação veicular (VIN) é remarcado, regravado, restaurado ou modificado por algum motivo justificado. Em geral, isso acontece porque:

Mas atenção: nem toda remarcação de chassi é lícita, ou seja, aceita pela lei. Para ser permitida, ela precisa obedecer a critérios legais, às normas do CONTRAN/CTB e ter as autorizações do Detran de sua região.
E vale lembrar ainda que chassi remarcado é diferente de chassi adulterado . O primeiro caso se trata de uma recuperação autorizada pela lei e órgãos reguladores. Já no segundo caso, trata-se de um crime de alteração ilícita e pode gerar punições.
Quando se observa o chassi, peritos verificam sinais de remarcação irregular (soldas novas, lixamento, diferenças de profundidade, inconsistências com o documento).
Custa entre R$ 400 a R$ 1. 000 reais para fazer a remarcação do chassi, mas esse valor pode variar bastante de acordo com o local, taxas do Detran da região, tipo de veículo e complexidade do procedimento. Ele inclui:
Taxas de vistoria técnica credenciada, que variam conforme o Detran de cada estado;
Custo do serviço de remarcação em oficina credenciada (R$ 200 a R$ 500), dependendo do tipo de veículo e extensão do serviço;
Custos com emissão de novo CRV ou CRLV, registro no Detran;
Taxas do Detran para autorização do processo, vistoria e atualização cadastral.
Em alguns casos, o valor total pode até ultrapassar os mil reais, dependendo do estado e particularidades do veículo.
Vale destacar que se for um veículo recuperado de roubo, com Boletim de Ocorrência (BO) e laudo pericial, o Detran de alguns estados dispensa certas taxas. O motorista pode verificar no próprio órgão.
Sim, um carro com chassi remarcado pode ser vendido ou transferido, mas é preciso passar essa informação para o comprador no processo de venda, inclusive com toda a documentação que comprove que o veículo tem autorização para a remarcação.
Vale destacar que os veículos remarcados geralmente tem um valor mais baixo no mercado por causa das restrições de seguro e financiamento geradas por esse histórico.

Um carro com chassi remarcado pode ser vendido, mas o valor de mercado pode diminuir. Além disso, é indispensável que o comprador seja informado.
Comprar um veículo com chassi remarcado pode trazer diversos problemas ou complicações, como penalidades legais, desvalorização no preço, negativa de seguro, desconfiança do mercado e muito mais. Veja em detalhes:
Risco legal e penal: Se a remarcação foi feita sem autorização ou com adulteração, configura-se crime previsto no art. 311 do Código Penal . Além disso, em caso de remarcação, o CTB exige que seja mantida a identificação original do veículo, o que legitima remarcações autorizadas apenas em casos excepcionais;
Desconfiança no mercado: Mesmo que a remarcação tenha sido legal, compradores costumam ter receio com carros que já tiveram o chassi remarcado, pois eles são frequentemente associados a históricos de roubo, sinistro ou falsificação;
Dificuldade para financiamento e crédito: Instituições financeiras podem recusar crédito ou exigir um valor maior de entrada para veículos com chassi remarcado;
Negativa de seguro: Seguradoras têm liberdade para recusar contratar seguro para veículos com chassi remarcado, justamente por causa dessa desconfiança do mercado;
Desvalorização e baixa liquidez: Vender um carro com chassi remarcado costuma ser mais difícil, e o valor pedido geralmente é menor, por conta do “risco percebido” pelos compradores.
Portanto, sim, chassi remarcado é um problema, especialmente se não houver documentação coerente e transparente que comprove a legalidade do processo.
Em alguns casos, a desvalorização de um carro com chassi remarcado chega a até 30% em comparação com veículos similares sem remarcação. Além de outros motivos, como:

Não tem como retirar chassi remarcado do documento uma vez que ele foi registrado legalmente. Se o veículo tiver a remarcação autorizada e devidamente homologada pelo DETRAN, essa condição ficará registrada no CRV/CRLV do veículo.
A lei exige que veículos remarcados tenham a indicação da remarcação nos documentos, que é normalmente com observação ou código que sinalize que ele passou por remarcação de chassi.
Se alguém oferecesse “limpar” ou “tirar o remarcado” dos documentos, isso representaria adulteração documental, e é crime com pena para quem faz ou quem permite que seja feito.
Sim, porém vai depender da seguradora, pois não existe uma garantia automática de cobertura e as seguradoras podem recusar cobrir veículos com chassi remarcado, especialmente se considerarem que o risco é grande ou que a remarcação foi irregular.
A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) permite que seguradoras definam condições para aceitar ou não veículos com chassi remarcado.
Se a remarcação for legal e documentada, com laudo técnico, autorização do DETRAN, e mudança registrada, algumas seguradoras podem aceitar, porém, impondo prêmios ajustados ou restrições nas apólices de seguro .
Sim, mas cumprindo algumas condições bastante rigorosas . A remarcação só é permitida quando justificada e autorizada pelos órgãos competentes. Segundo a Resolução do CONTRAN nº 968/2022, se o número original estiver ilegível por danos acidentais ou intencionais, pode haver remarcação, desde que observados critérios como:

Quando a remarcação é feita sem observância dessas regras, configura-se adulteração ilegal de chassi, crime previsto no Código Penal (art. 311).
Além disso, em casos de chassi de reboque ou semirreboque, a adulteração já foi criminalizada com penas de 4 a 8 anos de reclusão e multa.
Peça laudos técnicos periciais que comprovem a necessidade da remarcação do chassi.
Verifique a autorização oficial do Detran e os documentos atualizados (CRV/CRLV) com a indicação de remarcação.
Consulte o histórico do veículo via sistemas de consulta veicular . Verifique se há registro de remarcação ou alertas.
Se for comprar, negocie com cautela e considere a desvalorização embutida.
Evite participar de negócios obscuros que prometem “retirar remarcação” dos documentos — isso pode envolver fraude.
Se você já tem o veículo com remarcação, mantenha toda documentação organizada, especialmente laudos e autorizações.
Como vimos neste conteúdo completo, o chassi remarcado é permitido, desde que cumpra alguns requisitos, para não configurar crime e mesmo assim, pode ser problema para o motorista.
Por isso, ao lidar com carros usados, fique sempre atento onde fica o número do chassi, se existe remarcação ou algum indício de fraude e peça sempre os documentos completos do veículo.
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