
Última atualização: 22/07/2026
Toda vez que os juros sobem ou caem, o noticiário econômico repete um nome: Copom. As decisões desse comitê pesam direto no bolso de quem tem empréstimo, financiamento ou até uma reserva guardada.
Neste artigo, você vai entender o que significa Copom, como funciona o Copom na prática, quem participa das reuniões e como a decisão do Copom sobre a taxa Selic chega até o crédito pessoal.
Você vai ler sobre:
O que é o Copom?
Quem faz parte do Copom?
Como funciona o Copom?
Reuniões do Copom em 2026
Reunião do Copom e taxa Selic: como a decisão é tomada?
Copom eleva ou reduz a Selic: o que muda em cada cenário?
Como a decisão do Copom afeta a economia e o crédito pessoal?
Perguntas frequentes sobre o Copom
O Copom, ou Comitê de Política Monetária, é o órgão do Banco Central do Brasil responsável por definir a taxa Selic, os juros básicos da economia brasileira. Para a pergunta "Copom o que é", a resposta direta é essa: um colegiado criado para decidir, a cada reunião, se a Selic deve subir, cair ou permanecer igual, com o objetivo principal de manter a inflação sob controle e a economia funcionando de forma mais equilibrada¹.
A meta de inflação perseguida pelo Copom é definida pelo Conselho Monetário Nacional e, desde janeiro de 2025, segue o modelo de meta contínua, atualmente fixada em 3% ao ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo³.
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O Copom é formado por nove membros: o presidente do Banco Central e mais oito diretores da instituição¹. Cada integrante tem o mesmo peso de voto, e a decisão final sobre a taxa Selic é tomada por maioria simples entre os presentes.
Entender como funciona o Copom e o que faz o Copom passa por conhecer o rito das reuniões, que se repete a cada encontro. No primeiro dia, os membros do comitê recebem apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas da economia brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, o colegiado debate os cenários e vota o rumo da Selic².
A decisão costuma ser divulgada a partir do fim da tarde do segundo dia de reunião, por meio de um comunicado oficial. A ata, com uma análise mais detalhada dos argumentos que embasaram a decisão, é publicada às 8h da terça-feira seguinte ao encontro².
Para que serve o Copom, na prática, é justamente isso: dar transparência e previsibilidade à política monetária, para que empresas, quem tem dinheiro em renda fixa e consumidores entendam o que está por trás de cada mudança nos juros.
As reuniões do Copom acontecem, em média, a cada 45 dias, sempre às terças e quartas-feiras, totalizando oito encontros ao longo do ano¹. Em 2026, o calendário divulgado pelo Banco Central prevê encontros em 27 e 28 de janeiro, 17 e 18 de março, 28 e 29 de abril, 16 e 17 de junho, 4 e 5 de agosto, 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro¹.
Essas datas raramente mudam, o que ajuda quem acompanha o mercado, ou simplesmente planeja contratar um crédito, a se programar com antecedência.
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A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, usada como referência nas negociações de títulos públicos e, por consequência, para praticamente todas as demais taxas de juros do país. Em cada reunião do Copom, a taxa Selic pode subir, cair ou ser mantida, dependendo da leitura que o comitê faz de indicadores como inflação, atividade econômica, mercado de trabalho e cenário internacional².
Um exemplo recente ajuda a entender como funciona o resultado do Copom na prática. Na reunião encerrada em 17 de junho de 2026, o comitê reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, em decisão unânime, mantendo o tom cauteloso diante de uma inflação ainda acima da meta⁴. Para saber o valor vigente da taxa hoje, confira Taxa Selic hoje: qual é e como consultar .
Quando o Copom eleva a taxa Selic, o objetivo costuma ser conter uma demanda aquecida e ajudar a segurar a inflação, já que juros mais altos encarecem o crédito e tornam a poupança mais atrativa². Esse mesmo efeito vale para quem guarda dinheiro em contas que pagam um percentual do CDI, caso da 99Pay, que oferece lucratividade de até 110% do CDI para valores de até R$ 5.000. Foi o que aconteceu entre junho de 2025 e março de 2026, período em que a Selic chegou a 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos⁴.
Já quando o Copom aumenta a Selic, isso tende a esfriar o consumo e desacelerar a expansão da economia. O caminho inverso também é válido: ao reduzir os juros, o Copom barateia o crédito e estimula a produção e o consumo, mas abre mão de parte do controle sobre a inflação². Foi esse o movimento observado ao longo de 2026, com cortes graduais que levaram a Selic de 15% para 14,25% ao ano⁴.
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O efeito de cada decisão do Copom não fica restrito aos jornais econômicos. Ele chega, de forma bem concreta, ao custo do crédito e aos ganhos de quem tem dinheiro guardado em renda fixa. Com a Selic mais alta, empréstimos, financiamentos e cartão de crédito tendem a ficar mais caros, enquanto o dinheiro atrelado ao CDI ganha mais valor. Com a Selic mais baixa, o crédito fica mais acessível, mas a valorização do dinheiro guardado em renda fixa também recua.
Essa relação entre a Selic e o CDI, aliás, é o que explica boa parte da variação nos ganhos de produtos como CDB e Tesouro Direto. Para entender essa ligação em detalhes, veja CDI e Selic: qual a relação entre eles.
Na prática, isso significa que o momento do ciclo de juros importa bastante na hora de planejar as finanças. Nesse momento, o Custo Efetivo Total de qualquer empréstimo merece atenção redobrada antes da contratação, já que o crédito tende a estar mais caro. Quem precisa de crédito pode comparar opções como o Empréstimo pessoal da 99Pay, de R$ 500 a R$ 10.000, em até 12 parcelas, contratado direto pelo app e sujeito a análise de crédito.
Acompanhar a Selic e organizar o orçamento em um só lugar ajuda nessa decisão. É exatamente isso que a 99Pay, a conta digital da 99 (o mesmo app usado também para corridas, entrega de comida e pagamentos no dia a dia), propõe: mais clareza sobre o momento certo de contratar crédito ou guardar dinheiro, sem depender de vários aplicativos diferentes.
Fontes:
[1] CNN Brasil. Calendário do Copom 2026: Banco Central divulga datas de reuniões. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/calendario-do-copom-2026-banco-central-divulga-datas-de-reunioes/
[2] XP Investimentos. Reuniões do Copom: calendário 2026 e como o BC define a Selic. Disponível em: https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/reunioes-do-copom/
[3] Agência Brasil. Copom decide Selic em meio a guerra e inflação acelerando. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/copom-decide-selic-em-meio-guerra-e-inflacao-acelerando
[4] Agência Brasil. Copom reduz taxa Selic para 14,25% ao ano. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-06/copom-reduz-taxa-selic-para-1425-ao-ano