A vistoria de moto é um procedimento que engloba a análise de diversos detalhes da motocicleta, desde a documentação até elementos mecânicos e estruturais. Isso garante a segurança e a legalidade do veículo.
Esse processo é obrigatório em várias situações, seja para a compra e venda de veículos ou para a transferência de propriedade e regularização de documentos, por exemplo.
Quando feita regularmente, a vistoria garante a manutenção adequada da moto e evita acidentes. Isso só é possível porque são avaliados vários itens de segurança, entre eles, freios, pneus, iluminação e sinalização.
Contudo, por ser um processo que envolve diversas etapas, ele traz muitas dúvidas entre os condutores. Tendo isso em mente, criamos este guia que ensina de maneira prática e didática o passo a passo e principais cuidados para que você seja aprovado logo na primeira avaliação!
A vistoria de moto é uma espécie de avaliação que verifica se o veículo e a documentação obedecem às regras impostas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB ). E, ao final do processo, emite-se um Laudo ECV (Empresas Credenciadas de Vistoria), que comprove a sua regularidade.
De maneira geral, estes são os principais problemas que a vistoria pode encontrar:
Restrições do tipo administrativas, jurídicas e por veículo guinchado;
Imposto sobre a propriedade de veículos automotor (IPVA ) atrasado;
Multas pendentes;
Licenciamento atrasado.
Caso exista, pelo menos, uma pendência em aberto, o proprietário é reprovado e será preciso regularizar a situação antes de tentar o processo novamente.
Sim. A propósito, a moto precisa de uma vistoria para transferência de acordo com uma exigência imposta pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), conforme descrito na resolução N° 716 . Ela informa sobre obrigatoriedade da inspeção, bem como os pontos de reprovação e as sanções aplicadas.
E, quem deixa de aplicar esse processo, está sujeito a uma infração média, dando 4 pontos na carteira, além de ser penalizado com uma multa no valor de R$130,16 e a remoção do veículo, conforme descrito no Art. 233, disponível no Código de Trânsito Brasileiro (CTB ).
Adicionalmente, o veículo pode ser retido para regularização e o condutor não recebe o Certificado de Registro de Veículo (CRLV ).
Existem três tipos de vistoria de moto. São elas: transferência, prévia e cautelar. Cada uma tem as suas particularidades e conhecê-las é fundamental para que o proprietário solicite o serviço correto.
Resumidamente, estas são as diferenças entre as vistorias de moto:
Transferência: ocorre quando o proprietário atual decide transferir o veículo para outra pessoa. É obrigatória no processo e inclui a checagem da situação da moto, problemas, e se as características originais são mantidas;
Prévia: acontece quando o dono da moto pretende contratar um seguro. Aqui, verifica-se se existe algum problema prévio que afete a contratação do seguro. Não é necessária em motos 0km;
Cautelar: confere o estado geral da moto, a fim de verificar a sua originalidade e detectar qualquer problema que ela possa vir a ter. Ela é necessária antes do veículo ser colocado à venda, comprovando, inclusive, sua originalidade.
A vistoria de moto valoriza o veículo, evita acidentes e diminui problemas com multas e penalidades. Ela garante, ainda, que o proprietário possa fazer a transferência ou contratar um seguro, por exemplo.
Caso a moto tenha qualquer impeditivo para a venda, é a vistoria que vai fazer o apontamento. Isso também garante que o comprador receba uma moto em condições ideais perante a lei.
Outro ponto positivo desse tipo de serviço é a possibilidade de evitar multas e penalidades, uma vez que ela faz a verificação completa da situação da motocicleta e, em caso de irregularidades, o proprietário estará ciente e poderá resolver as pendências.
Por exemplo: pilotar a moto com problemas no sistema de iluminação, como lâmpadas queimadas, gera infração média e multa de R$ 130,16. Adicionalmente, o condutor perde 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conforme destaca o Art. 230, disponível no CTB.
A vistoria de moto é responsável por avaliar diversos equipamentos do veículo, entre eles:
Sistema de iluminação (luz alta, baixas, setas, pisca alerta, luzes de freio);
Condição dos pneus;
Lacre da placa;
Numeração do chassi;
Documentação e histórico;
Freios;
Modificações gerais;
Conservação das peças de fábrica.
Esse processo é registrado no laudo de vistoria, que reúne materiais fotográficos e dados oficiais sobre o histórico da moto. Trata-se de um documento indicado para três tipos de situações. São elas:
Condutores que mudaram de cidade;
Transferência de propriedade, sendo obrigatória;
Proprietários que pretendem alterar as características originais do veículo e precisam de um novo CRLV.
Após o agendamento no Detran da sua região, você precisa pagar a taxa da vistoria. Vale ressaltar que esse valor varia para cada estado, portanto, esteja atento com o preço em cada caso.
Por exemplo, no Rio de Janeiro, essa taxa é de R$183,24. Em São Paulo, R$144,86. Já em Minas Gerais, ela custa R$246,81.
Após isso, é importante já separar os documentos necessários, como comprovante de residência e CNH, para evitar dores de cabeça no futuro. Mais abaixo detalhamos os documentos que você vai precisar ter em mãos.
Com tudo previamente preparado, chegou a hora de levar o seu veículo para fazer a vistoria. Indo até o local apontado, um profissional irá realizar a inspeção, observando diversos pontos do carro, como:
Pneus;
Setas;
Farol;
Buzina;
Retrovisor;
Luz de freio;
Emplacamento;
Número do chassi;
Número do motor.
Após todo esse processo, basta apenas esperar o resultado do laudo técnico . Lembre-se que qualquer irregularidade nos itens já é suficiente para a reprovação.
Leia também: Tipos de seguro para moto: como escolher o ideal para você?
A aprovação no processo de vistoria de moto depende de várias ações, tais como: manutenção contínua do veículo, limpeza e conferência dos componentes da motocicleta.
Vamos entender cada um dos pontos mencionados!
A revisão de moto é uma prática que analisa os principais componentes do veículos e suas condições. Em outras palavras, trata-se de um processo que identifica possíveis defeitos ou peças que apresentam alguma falha.
Ela observa principalmente os itens de segurança, como pneus, corrente, sistema elétrico e freios. E, após a identificação de qualquer falha que comprometa a performance do veículo, é solicitada uma peça nova.
Com esse processo concluído, a probabilidade de ser aprovado na vistoria de moto é maior, uma vez que todos os equipamentos funcionarão corretamente.
Ao limpar a moto antes da vistoria, você transmite a imagem de que cuida bem dela e que está atento aos mínimos detalhes. Além disso, o acúmulo de sujeira, graxa e lama pode aumentar a corrosão das peças, o que prejudica a qualidade dos componentes. Por isso, é essencial sempre manter a higienização em dia.
A vistoria de moto deve ser feita por uma empresa credenciada de vistoria (ECV´s). Isso garante que os laudos sejam validados pelo Detran e possam ter maior confiança das pessoas e dos órgãos relacionados.
É possível encontrar as empresas acessando o portal do Detran e pesquisar pela empresa no site.
O agendamento da vistoria de moto depende da localidade em que ela será realizada. O ideal é se informar com a empresa de vistoria (ECV) para saber qual a melhor forma de marcar o serviço. O Detran de cada estado também pode trazer informações e, dependendo do local, até permite agendar online a vistoria.
Quem mora em São Paulo, por exemplo, pode agendar a prestação de serviço dentro de um posto Poupatempo . Para isso, recomenda-se que você aplique as orientações do site AgendaSP, clique em “Serviço de veículos” e sinalize a data e o horário do atendimento.
O valor de vistoria de moto oscila de acordo com cada estado. Em Minas Gerais, a modalidade móvel custa R$ 302,21. Já em Goiás, o preço máximo fixado pelo Detran da região é de R$ 108.
Tendo isso em mente, lembre-se de pesquisar qual o valor da vistoria de moto e alinhar o pagamento desse tipo de serviço. Dessa maneira, o processo é aplicado com mais tranquilidade e sem dores de cabeça.
A vistoria de moto, como vimos acima, envolve vários processos e, por isso, existem muitas dúvidas sobre o assunto. Por isso, responderemos, a seguir, os principais questionamentos entre os proprietários. Acompanhe!
A vistoria de moto exige os seguintes documentos para ser concluída:
Autorização de transferência do Certificado de Registro do Veículo (fica no verso do CRV), com reconhecimento de firma do vendedor e comprador;
Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), indicando que o veículo está apto a rodar;
CNH ou documento de identificação (do comprador);
Documento do veículo;
Com os documentos em mãos e tendo agendado seu horário, é só ir para a ECV escolhida.
A reprovação na vistoria de moto impede que o condutor transite pelas vias do país. E, após a negativa, o proprietário pode passar pelo processo novamente, sem pagamento de taxa, até 30 dias contados a partir da execução do primeiro serviço.
Nesse caso, é imprescindível que o condutor realize os reparos necessários e resolva todas as pendências que o veículo possui antes de fazer uma nova vistoria.
O período de conclusão da vistoria de moto depende da complexidade do veículo, além da demanda que a ECV escolhida terá naquele dia. Contudo, de maneira geral, o procedimento da checagem física e a conferência dos documentos são finalizados em até duas horas.
A vistoria de moto e de carro é obrigatória para automóveis particulares ou comerciais, de acordo com o Detran de cada estado. Esse processo é indicado para transferência de veículo, contratação de seguro ou para manter a manutenção em dia.
O encaminhamento da moto para a vistoria pode ser feito por qualquer pessoa que tenha habilitação para dirigir o veículo, isto é, motoristas que detém a categoria A.
Além disso, é preciso destacar que condutores da categoria B não podem dirigir veículos de duas ou três rodas. Portanto, busque uma habilitação para a categoria de motorista “A” e “B’.
Uma vez que você já sabe que moto precisa fazer uma vistoria para transferência, é preciso aprender mais sobre outra questão bastante comum entre os motociclistas: documentos necessários para a transferência de veículo .
Por isso, desenvolvemos um guia completo sobre o assunto, que aborda detalhes importantes, desde CRV até comprovante de pagamento de taxas. Vale a pena conferir para que você deixe todo o processo em ordem!