Todo proprietário de um automóvel sabe que, em algum momento, será necessário trocar o bem. Para se planejar e fazer o melhor negócio, é muito importante entender o que é a depreciação de veículos .
Esse conceito se refere à desvalorização de um veículo ao longo do tempo, algo que ocorre em todos os modelos de automóveis, motos, caminhões, etc. A depreciação é inevitável, mas tomando as atitudes corretas, é possível minimizar a desvalorização .
Neste artigo, você aprenderá como calcular depreciação de carro e quais fatores influenciam na valorização e desvalorização de um veículo.
Abordaremos, também, qual a desvalorização de um veículo de leilão e mostraremos de maneira prática como fazer o cálculo de depreciação. Acompanhe!
A depreciação de veículos é a perda gradual de valor que o veículo sofre ao longo do tempo . A lógica é bem simples: quanto mais antigo for o automóvel, menor é o preço que as pessoas estão dispostas a pagar por ele.
Essa diminuição do valor l é calculada através da taxa de depreciação : uma porcentagem que indica a desvalorização de carro em um período de um ano.
Dessa forma, quanto maior o índice de desvalorização de carro, maior é o ritmo de perda de valor dele no mercado.
O conceito de depreciação vale para todos os tipos de veículos, como carros, motos, caminhões, ônibus, etc, bem como para imóveis e bens em geral.
Como mencionado, a idade do veículo é o principal fator que determina a depreciação do automóvel. No entanto, há outras variáveis que também influenciam na desvalorização do carro, como o estado de conversação e as customizações.
Dessa forma, a depreciação ocorre tanto pelas regras de mercado quanto pelo aspecto individual de cada automóvel.
Para fins contábeis, a Receita Federal estipula que a taxa de depreciação de veículos é 20% ao ano. No entanto, essa taxa de depreciação de veículos é utilizada apenas para fins contábeis .
Nas negociações de compra e venda, o que vale é o cálculo de depreciação, que tem como referência o preço dos automóveis na tabela Fipe . Dessa forma, cada modelo de automóvel, na prática, tem sua própria taxa de depreciação.
Sim, em relação às motos, a taxa de depreciação definida pela Receita Federal é de 25% ano .
Porém, o índice real de depreciação de motos também é baseado na tabela Fipe, que considera o preço médio de negociação de automóveis em todo território nacional. Assim, o cálculo dessa taxa de qualquer tipo de veículo segue a mesma fórmula, que você verá a seguir:
A depreciação de carro é calculada por meio de uma fórmula simples que considera a diferença de preço de determinado modelo ao longo de um ano, segundo a tabela FIPE
A fórmula da taxa de depreciação de veículos é a seguinte:
Índice de Desvalorização = [(Ano anterior – Ano seguinte) / Ano anterior] X 100.
Vamos a um exemplo prático de como calcular depreciação de carro:
Suponha que você consultou a Tabela Fipe e verificou que um determinado automóvel estava precificado em R$45.500 em maio de 2023 e R$47.800 em maio de 2022.
Pela fórmula, a conta é a seguinte:
Índice de Desvalorização = [47.800 – 45.500) / 47.800] X 100.
Assim, a taxa de depreciação anual do carro desse exemplo é de, aproximadamente, 4,8%.
Para saber o que é depreciação de verdade, é necessário conhecer os fatores que influenciam a desvalorização do carro.
Como mencionado, o ano de fabricação é o principal fator que interfere na depreciação de veículos. Quanto mais antigo for o veículo, maior sua depreciação - salvo as exceções de usados que, por raridade ou algum outro motivo, podem se valorizar com o tempo.
No entanto, a depreciação de veículos mais evidente é a que ocorre entre um novo e um seminovo, principalmente quando há troca via concessionária. Isso porque o lojista pagará muito menos pelo veículo do que ele custou ao ser adquirido, para poder compensar os gastos com impostos, manutenção da loja, salários, e afins.
Já entre os usados, a taxa de depreciação é menor e varia muito conforme cada marca e modelo de veículo. Questões de mercado, como o modelo parar de ser fabricado pela montadora e as tendências de consumo também impactam na precificação de carros usados.
Além desses fatores, ainda há outras variáveis que influenciam na depreciação de veículos. Veja, a seguir:
Em geral, quanto mais próximo um veículo estiver de seu estado original, menor a depreciação .
Isso porque os consumidores terão mais confiança no automóvel se ele manter o projeto original da fabricante. Por isso, alterações mecânicas em geral, como rebaixar o carro, por exemplo, costumam depreciar o veículo .
No entanto, também existem modificações que podem valorizar o carro na revenda . Em geral, otimizações discretas, como melhora no sistema de som, são vistas com bons olhos.
Já as customizações que modificam demais as características do automóvel, normalmente, acentuam a depreciação de veículos.
Na hora de revender um automóvel, o estado de conservação faz toda a diferença para conseguir o melhor preço. Se o carro está com uma boa pintura e sem amassados ou arranhões na lataria, a depreciação dele será muito menor.
O mesmo ocorre na parte interna do veículo . Quanto menos marcas de uso tiver no volante, painel, bancos, etc, mais valorizado é o automóvel.
A conservação também diz respeito às peças, componentes e sistemas mecânicos . Se algum equipamento (ar-condicionado, por exemplo) não estiver funcionando corretamente, o preço do automóvel será menor.
Assim como o ano de fabricação, a quilometragem é outro fator objetivo que pesa bastante na depreciação de veículos.
Afinal, quanto maior a quilometragem de um veículo, maior o desgaste geral dele e, consequentemente, menor o preço de revenda.
Dessa forma, carros fabricados no mesmo ano e com semelhante estado de conservação, terão preços bem diferentes de acordo com a quilometragem.
Outro aspecto que interfere na depreciação de veículos é o histórico.
Se o veículo sofreu algum sinistro (batidas, inundação, etc), a depreciação dele certamente será maior. Carros com muitos donos também tendem a ser mais desvalorizados, mesmo que se mostrem bem conservados.
Além disso, carros de leilão também possuem depreciação acima da média . Aqui, cabe a pergunta: qual a desvalorização de um veículo de leilão?
Em média, veículos de leilão sofrem uma depreciação de 20% a 30% em relação à tabela Fipe, mas essa taxa pode variar conforme o modelo e estado de conservação do automóvel.
Sabendo qual a desvalorização de um veículo de leilão, muita gente considera um automóvel adquirido dessa forma como uma ótima oportunidade de negócios. No entanto, esse tipo de compra requer o máximo de cuidado, pois não é possível saber a real situação mecânica de um automóvel desse tipo.
Sem dúvidas, há diversas ações que você pode realizar para diminuir a depreciação de seu veículo.
Afinal, a idade do automóvel é apenas um dos fatores de depreciação de veículos – as outras variáveis dizem muito sobre a maneira como o proprietário cuida do próprio veículo.
Dessa forma, se o proprietário zelar pelo bom estado de seu automóvel, a depreciação de carro será muito menor .
Veja, a seguir, as principais recomendações para evitar a depreciação de veículos.
A vida útil de qualquer veículo depende muitodas revisões.
Se as revisões estão em dia, há bem menos riscos de o automóvel ter problemas mecânicos, e isso interfere diretamente na valorização do carro.
Dessa forma, ao adquirir veículos novos (e em alguns casos, seminovos) é fundamental cumprir com as revisões programadas, que são aquelas determinadas pela fabricante.
Essas revisões contribuem para o bom estado do veículo e são obrigatórias para manter o automóvel em garantia. Por isso, mantenha guardado os comprovantes das revisões, pois isso fará o carro ser mais valorizado na revenda.
Além disso, após o período de garantia, é muito importante realizar regularmente as manutenções preventivas . Com elas, o seu carro terá muito menos problemas mecânicos, dando mais segurança e diminuindo a depreciação dele.
Ter peças originais também conta muito na hora de evitar a depreciação de veículos. Se puder manter todos os componentes originais de fábricas, melhor. No entanto, pode ser necessário trocar alguma peça do carro no dia a dia.
Nesses casos, priorize sempre as peças que são próprias do modelo do veículo, em vez de componentes genéricos ou adaptados. Em geral, quanto mais próximo o veículo estiver da versão de fábrica, menor será a depreciação.
Uma dica para conservar algumas peças do carro é utilizar capas para volante e para os bancos, por exemplo. Isso evita o desgaste desses itens, mantendo a boa aparência interna do carro.
O uso de protetores solares automotivos também contribuem para conservar o painel do carro.
Na hora de negociar o automóvel, a aparência será o primeiro aspecto que o comprador ou a concessionária irá avaliar. Por isso, é muito importante cuidar para manter a lataria do carro bonita e conservada.
As principais dicas para isso são lavar o automóvel regularmente, fazer o enceramento e guardar o carro sempre em local coberto .
É importante cuidar também dos possíveis amassados, manchas e arranhões que podem acontecer durante o uso no dia a dia.
Em alguns casos, o polimento resolve, mas em certas situações, pode ser necessário um serviço de lanternagem.
Nunca é demais salientar a importância de dirigir com responsabilidade, pois isso aumenta a segurança e diminui o risco de batidas.
Também é fundamental cuidar da aparência interna do veículo. Para isso, limpe regularmente o carro por dentro e evite consumir alimentos e bebidas durante seu uso, para não manchar os bancos.
As recomendações anteriores contribuem bastante, mas não tem jeito: a depreciação de veículos é algo que todo proprietário de automóvel precisa lidar.
Dessa forma, o único jeito de evitar totalmente a desvalorização do automóvel é optando pelo aluguel de carros, ao invés de possuir um veículo próprio.
Essa alternativa pode ser bastante vantajosa para motoristas de aplicativos, visto que a alta quilometragem de seus veículos pesa bastante na depreciação. Além disso, o proprietário se livra das preocupações com impostos e manutenções de seu carro, que ficam a cargo da empresa locatária.
Assim, é uma boa ideia pesar prós e contras, colocar os gastos na ponta do lápis e verificar se vale a pena adquirir carro por assinatura .
Caso você queira adotar essa alternativa, saiba que a 99 conta com as melhores parcerias de aluguel de carros para motoristas de aplicativo !
Com empresas parceiras, a 99 possibilita condições exclusivas para os Motoristas Parceiros rodarem com mais economia e conveniência.
Para saber mais sobre compra e venda de veículos, manutenção automotiva e outros assuntos, acompanhe demais conteúdos do blog da 99!