
Última atualização: 27/06/2025
O Dia Internacional das Micros, Pequenas e Médias Empresas, instituído pela ONU em 2017, é celebrado dia 27 de junho. A data ressalta a importância dos negócios de pequeno porte para a economia global. Além disso, reforça o poder do empreendedorismo feminino e dos jovens.
No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Economia, as MPMEs (Micro, Pequena e Média Empresas) representam 99% dos negócios nacionais e detêm 30% do PIB brasileiro . Acompanhe neste artigo as principais informações sobre o tema e tire suas dúvidas para abrir seu próprio negócio.
Qual é a importância das micro, pequenas e médias empresas no desenvolvimento econômico do Brasil?
Quais são os principais tipos de empreendedorismo para os jovens?
As micros, pequenas e médias empresas têm um papel importante na economia brasileira, com contribuição de 30% do PIB do país, promovendo a geração de empregos, estimulando a inovação, impulsionando o empreendedorismo e contribuindo para o crescimento econômico.
Com cerca de 22 milhões de pequenos negócios, as micros e pequenas empresas criaram mais de 700 mil vagas em 2023, que correspondeu a aproximadamente 70% do total de empregos formais . Dentro disso, as áreas de pequenas empresas que mais tiveram destaque na contratação de colaboradores foram: serviços (mais de 394 mil), construção (147 mil), indústria da transformação (72 mil) e comércio (60 mil) .
Além do mais, devido ao menor risco financeiro, a possibilidade de aprendizado e a facilidade para abertura, os pequenos negócios são uma oportunidade de entrada no universo do empreendedorismo . Desde as finanças até a gestão da equipe, o microempreendedor tem mais controle da operação e pode tomar decisões de maneira mais ágil e assertiva.
Cada tipo de empresa representa um valor de faturamento anual e quantidade de colaboradores. As microempresas podem ter uma receita anual de até R$ 360 mil e, no máximo, 9 funcionários no setor de comércio e serviços, ou 19 no setor industrial.
As empresas de pequeno porte podem faturar acima de R$ 360 mil e menor/igual a R$ 4,8 milhões, com possibilidade de ter entre 10 e 49 funcionários no comércio e serviços, e entre 20 e 99 na indústria.
Já uma empresa de médio a grande porte é aquela cujo faturamento não é limitado, normalmente a receita bruta anual dessas empresas é superior a R$ 4,8 milhões . E pode ter, no comércio e serviços, de 50 a 99 colaboradores, e no setor industrial entre 100 a 499 empregados.
A situação do empreendedorismo feminin o atualmente é marcada por importantes avanços. Nos últimos dez anos, a participação feminino no mercado brasileiro cresceu de forma consistente. Em 2024, foi alcançado um recorde histórico com 10,35 milhões de empreendedoras (34% dos empreendedores do país), consolidando sua relevância no cenário econômico.
Apesar dos avanços, a participação feminina ainda representa menos de 35% do total de empreendedores do país. Esse número mostra que os desafios estruturais persistem e dificultam a igualdade de gênero no setor.
Um obstáculo significativo é a diferença de rendimento médio entre homens e mulheres empreendedoras. Por exemplo, no final de 2024, as mulheres ganhavam, em média, 24,4% menos que os homens . Além disso, outro fator importante é o tempo dedicado ao negócio: as mulheres acabam se dedicando menos, justamente pela necessidade da dupla jornada com maior contribuição nas atividades domésticas.
Escolaridade e qualificação
Em 2024, menos de 30% das mulheres empreendedoras não tinham ensino médio completo, enquanto a maioria se dividia entre ensino médio completo (37,9%) e ensino superior incompleto ou mais (34,5%).
Faixa etária
A faixa etária mais representativa de mulheres empreendedoras é entre 30 a 39 anos, segundo dados de 2024.
Setores de maior atuação
O setor de serviços é o mais buscado pelas mulheres. No último trimestre de 2024, 56,8% das mulheres atuavam em serviços, enquanto 25,1% estavam no comércio.
O jovem empreendedor tem mostrado a importância da contribuição criativa dentro do universo dos pequenos negócios. A geração Z, formada por pessoas nascidas entre 1995 e 2015, já está sendo considerada uma das mais disruptivas neste sentido, e que mais contribuem com mudanças importantes ao empreendedorismo.
De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2022, o desemprego de jovens no Brasil, na faixa de 18 a 24 anos, era de 19,3%. Por isso, o empreendedorismo é visto como uma oportunidade de crescimento profissional e meio para pagar as contas.
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Segundo um levantamento internacional apoiado pelo Sebrae, o empreendedorismo jovem no Brasil avançou 25,6% entre 2012 e 2023. O estudo ainda indica que 74,9% dos jovens que decidiram abrir um negócio têm ensino médio ou superior completo.
Os setores que mais chamam a atenção dessa geração são: tecnologia, serviços digitais, alimentação e estética . Apesar dos avanços e conquistas, este caminho é marcado ainda por obstáculos e desafios, entre eles: o acesso limitado a crédito e a escassez de recursos financeiros.

Abrir um novo negócio é desafiador, mas o esforço pode valer bons resultados no futuro
Abrir uma empresa ou começar um negócio pode ser bastante desafiador, além de ser necessário cumprir alguns requisitos importantes para garantir maior estabilidade durante este processo. Mas, afinal, como abrir um meu próprio negócio?
Leia também: Microcrédito: o que é e quem pode solicitar?
Entender o mercado e o público, buscar estratégias de marketing, pesquisar a concorrência, planejar um fluxo de caixa e outros pontos são fundamentais no momento de bater o martelo. Reunimos cinco etapas que podem te ajudar na hora da grande decisão.
1. Saiba que negócio abrir
A primeira coisa é escolher a área que deseja seguir: comércio, indústria, tecnologia e outras. Depois disso, pesquise opções de negócios dentro do segmento, levando em conta o que mais faz sentido para você e o que você mais gosta de fazer.
2. Reúna informações sobre o negócio
Em seguida, busque informações para que a ideia do novo negócio esteja concisa, pesquisando sobre:
Mercado
Finanças
Marketing
Localização do empreendimento
3. Organize-se
Chegou o momento de organizar as informações coletadas. Construa o plano de negócio e defina as estratégias ideais para começar seu negócio.
4. Como obter crédito
Você vai precisar de dicas de gestão de dinheiro e de como conseguir auxílios financeiros para as suas necessidades profissionais. Você terá auxílio com os seguintes tópicos:
Fornecedores e os prazos de pagamento
Financiamentos e análise das necessidades
Renegocie o pagamento de empréstimos
Qual o melhor financiamento para o seu negócio
Que garantias a empresa deve apresentar para obter crédito
5 . Coloque a mão na massa
A última etapa é abrir a empresa e registar sua marca e patentes. Antes de mais nada, tenha em mente o tamanho do seu negócio e a quantidade de colaboradores que você precisará ter. A partir disso, você poderá definir se poderá ser MEI (Microempreendedor), ME (Microempresa), EPP (Empresa de Pequeno Porte) ou PME (Pequena e Média Empresa) .
Leia também: Qual a diferença entre Simples Nacional e MEI?
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Micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) são classificadas pelo faturamento anual. Micro fatura até R$ 360 mil; pequena, até R$ 4,8 milhões; média, até R$ 300 milhões. Essa divisão ajuda a definir regras e benefícios fiscais.
Uma microempresa (ME) pode ter custos mensais com impostos, contador, aluguel, internet, energia e funcionários. Só de impostos, o Simples Nacional varia entre 4% e 22% do faturamento. O total depende do tipo e porte do negócio.
Médias empresas faturam entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões por ano. Já grandes empresas superam os R$ 300 milhões anuais. Elas seguem regras diferentes de tributação e costumam ter estruturas mais robustas.
A ME paga impostos pelo Simples Nacional, como ISS, ICMS, IRPJ, CSLL, PIS e Cofins — tudo em uma guia só. As alíquotas variam conforme o setor e o faturamento. Algumas MEIs também têm direito à isenção em certos tributos.