
Abrir um aplicativo, fazer um pagamento em segundos e nem lembrar que, há poucos anos, isso exigia uma ida ao banco. Essa mudança tem nome: fintech. O setor não para de crescer no Brasil, que já reúne mais de 1.700 fintechs em operação, o equivalente a cerca de 58,7% de todas as startups financeiras da América Latina¹.
Neste texto você vai entender sobre fintech: o que é, como funciona e quais são os principais exemplos do mercado. Também vai entender a diferença entre banco e fintech, incluindo o caso da 99Pay, e descobrir se essas empresas realmente substituem os bancos tradicionais.
Você vai ler sobre:
O que é fintech?
Como funciona uma fintech?
O que faz uma fintech?
Exemplos de fintechs
O que é uma fintech financeira?
Fintechs de crédito
Diferença entre banco e fintech
Fintech é banco?
Vantagens das fintechs
Evolução das fintechs no Brasil
99Pay: um exemplo de solução digital financeira
Perguntas frequentes sobre fintech
O termo fintech vem da junção de duas palavras em inglês: financial (financeiro) e technology (tecnologia). Na prática, é qualquer empresa que usa a tecnologia para oferecer serviços financeiros de um jeito digital, rápido e, na maioria das vezes, mais barato do que a estrutura de um banco tradicional³.
Só que o que é uma fintech não tem uma resposta única, porque esse termo é bem amplo. Do ponto de vista das regras do Banco Central, uma fintech pode ser uma instituição de pagamento, uma sociedade de crédito ou até uma corretora, dependendo da licença que ela tem². Para entender essas diferenças com calma, vale conferir o conteúdo da 99Pay sobre o que é uma fintech e a diferença entre IP, SCD e SCFI.
Para entender como funciona uma fintech, dá pra pensar em três partes: a tecnologia por trás, as regras que ela precisa seguir e a experiência de quem usa.
A tecnologia é o motor: plataformas on-line, inteligência artificial e servidores na nuvem fazem tudo funcionar sem agência física, com atendimento todo remoto².
A regulação garante segurança: toda fintech que mexe com o dinheiro de outras pessoas precisa ter autorização do Banco Central, seja como instituição de pagamento, seja como instituição financeira². Ou seja, mesmo sendo digital e ágil, ela segue regras rígidas de segurança e prevenção a fraudes.
E a experiência do usuário é o que a gente sente na prática: abrir conta, pedir crédito ou fazer o dinheiro crescer leva minutos, direto do celular, sem pilha de papel.
No dia a dia, o que faz uma fintech muda de acordo com a área em que ela atua. As principais frentes são:
Pagamentos e Pix : carteiras digitais e aplicativos que facilitam as transações do dia a dia, como Pix, cartão e pagamento de contas. Na 99Pay, por exemplo, fazer Pix não tem taxa.
Crédito e empréstimos : plataformas que oferecem crédito com processos mais simples e, no geral, menos burocracia do que um banco tradicional, como o Empréstimo pessoal da 99Pay.
Valorização do dinheiro : fintechs que facilitam o acesso a formas de fazer o dinheiro crescer, com plataformas fáceis de usar para ações, fundos e renda fixa. Na conta digital da 99, por exemplo, o dinheiro parado já lucra até 110% do CDI para valores de até R$ 5.000.
Seguros : startups que deixam mais simples cotar e contratar uma apólice.
Gestão financeira : ferramentas que ajudam a organizar entradas, saídas e o planejamento do orçamento.
Quem pesquisa fintech exemplos geralmente quer entender como esse conceito aparece na vida real. Para isso, vale olhar alguns exemplos de fintechs organizados por área.
No segmento de pagamentos estão as carteiras digitais que deixam enviar e receber dinheiro, pagar contas e fazer compras sem precisar de conta em banco tradicional.
No segmento de crédito estão as plataformas que oferecem empréstimo pessoal, antecipação de recebíveis ou financiamento com análise 100% digital.
No segmento de valorização do dinheiro estão as corretoras e plataformas que deixaram mais fácil o acesso a soluções que antes só quem ia numa agência física conseguia usar.
Esses exemplos de fintechs mostram como esse setor se espalhou por quase todas as áreas do mercado financeiro tradicional.
Quando a gente fala em fintech financeira, geralmente está falando das empresas autorizadas a atuar como instituição financeira de verdade, e não só como intermediárias de pagamento. É o caso da Sociedade de Crédito Direto (SCD) e da Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), duas categorias criadas pela Resolução 4.656/2018 do Conselho Monetário Nacional². Na prática, a SCD empresta dinheiro próprio, e a SEP conecta diretamente quem empresta o dinheiro e quem toma o crédito.
Já as fintechs que operam como Instituições de Pagamento (IP) têm um papel mais limitado: elas cuidam da compra, venda e movimentação de dinheiro, mas não podem emprestar⁶.
As fintechs de crédito merecem um espaço à parte, porque foram uma das primeiras categorias que o Banco Central regulou de forma específica, com a SCD e a SEP que você viu no tópico anterior².
Uma fintech de crédito costuma aprovar mais rápido do que um banco tradicional, porque toda a análise é digital. Ainda assim, antes de fechar qualquer linha de crédito, entenda como os juros pesam no valor final: isso evita surpresas na hora de pagar.
A 99Pay segue esse modelo: tem licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD), além da licença de Instituição de Pagamento. É isso que permite oferecer o Empréstimo pessoal da 99Pay direto no aplicativo, sem sair do mesmo app que você já usa pra pedir corrida ou fazer entrega⁷.
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A diferença entre banco e fintech começa na parte jurídica. Um banco comercial, de investimento ou múltiplo precisa de uma autorização específica do Banco Central para atuar como instituição bancária. Isso exige capital mínimo, uma estrutura maior de governança e uma oferta de produtos bem mais ampla do que a de uma fintech comum¹.
Já uma fintech pode funcionar com licenças mais específicas, como instituição de pagamento ou sociedade de crédito, sem precisar oferecer tudo o que um banco oferece, como conta corrente tradicional ou certas linhas de crédito⁶.
Na prática, pra quem usa, a experiência pode parecer bem parecida: os dois têm aplicativo, cartão e Pix. A diferença de verdade está nas regras por trás de cada modelo e no tipo de operação que cada instituição pode fazer¹.
Essa é, provavelmente, a dúvida mais comum sobre o tema. E a resposta é não, a não ser que a empresa tenha licença específica para atuar como banco comercial, de investimento ou múltiplo.
O próprio Banco Central reforçou essa diferença em novembro de 2025, com a Resolução Conjunta 17/2025. Ela proíbe fintechs e instituições de pagamento sem autorização específica de usar os termos banco ou bank no nome, na marca, no domínio ou em qualquer comunicação pro público⁵. A ideia é evitar que o consumidor confunda o tipo de serviço que cada instituição oferece.
Ou seja, fintech só é banco quando a empresa tem, de fato, essa autorização. Fora isso, o termo fintech descreve um modelo de negócio bem mais amplo, que pode incluir instituição de pagamento, sociedade de crédito e outras categorias reguladas, mas não necessariamente um banco.
Entre as principais vantagens das fintechs estão: menos burocracia, taxas mais competitivas em vários serviços e um atendimento 100% digital, disponível 24 horas por dia.
Outra vantagem é a inclusão financeira: como muitas fintechs não pedem comprovação de renda mínima nem histórico bancário longo, elas ajudam a levar serviços financeiros para quem antes tinha pouco acesso ao sistema tradicional³.
Muitas fintechs de pagamento também dão benefícios diretos no dia a dia, como programas de recompensa a cada transação. Na 99Pay, esse benefício aparece na prática com cashback em pagamentos como: boletos, recargas de celular e corridas pagas com o dinheiro da conta.
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A evolução das fintechs no Brasil ganhou força a partir de 2018, quando saiu o primeiro marco regulatório específico pro setor². Desde então, o número de fintechs no país cresceu bastante: entre 2020 e 2025, o setor cresceu 77%, saindo de 1.158 para mais de 2.000 empresas ativas³.
Esse crescimento tem explicação. O avanço do Pix, a chegada do Open Banking e do Open Finance, além da alta bancarização da população brasileira e das taxas altas dos bancos tradicionais, criaram um ambiente favorável pro fintech no Brasil se tornar o maior ecossistema da América Latina no setor³.
O interesse de investidores institucionais também acompanhou essa curva. Entre junho de 2024 e junho de 2025, o setor recebeu US$ 2,38 bilhões em aportes, mostrando que a evolução das fintechs no Brasil segue em ritmo forte, sem sinal de desaceleração⁴.
A 99Pay é a conta digital da 99, que reúne pagamentos, Pix e ferramentas de organização financeira em um único lugar. Assim como outras fintechs, ela é autorizada pelo Banco Central a operar como Instituição de Pagamento. Isso significa que ela cuida da compra, venda e movimentação de dinheiro, sem atuar como banco⁶. Para conhecer mais detalhes sobre a conta digital da 99, vale conferir o conteúdo completo sobre o tema.
Na prática, isso aparece em funcionalidades bem concretas. Fazer Pix não tem taxa. O dinheiro parado na conta também lucra: até 110% do CDI para valores de até R$ 5.000. Completando as missões do Acelerador de Lucros dentro do aplicativo, essa lucratividade pode chegar a até 130% do CDI ou mais. E quem precisa de crédito encontra o Empréstimo pessoal da 99Pay, disponível para usuários selecionados direto no app.
Para quem usa o app da 99 para pedir corrida ou fazer um pedido de comida, a ideia é simplificar a vida financeira: transporte, entrega e pagamentos ficam reunidos no mesmo aplicativo, sem precisar de outros apps ou de uma conta bancária tradicional para cuidar do dinheiro no dia a dia. Com a 99Pay, você tá no lucro.
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Fontes :
[1] Banco Central do Brasil. Fintechs de crédito e bancos digitais (Estudo Especial). Disponível em: https://www.bcb.gov.br/conteudo/relatorioinflacao/EstudosEspeciais/EE089_Fintechs_de_credito_e_bancos_digitais.pdf
[2] Migalhas. As novas regras do Banco Central para bancos e fintechs. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/444094/as-novas-regras-do-banco-central-para-bancos-e-fintechs
[3] Topaz Evolution. Fintechs em 2026: conceito, funcionamento e evolução do mercado. Disponível em: https://www.topazevolution.com/blog/o-que-sao-fintechs
[4] Distrito. Qual é o panorama atual das fintechs no Brasil? Disponível em: https://www.distrito.me/blog/panorama-fintechs
[5] Agência Brasil. BC proíbe fintechs sem licença de usar termos como banco e bank. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/bc-proibe-fintechs-sem-licenca-de-usar-termos-como-banco-e-bank
[6] 99Pay. O que é uma fintech? Diferença entre IP, SCD e SCFI. Disponível em: https://99app.com/blog/99pay/o-que-e-uma-fintech/
[7] Finsiders Brasil. Fintech da 99 levanta R$ 700 milhões para expandir crédito. Disponível em: https://finsidersbrasil.com.br/noticias-sobre-fintechs/99-levanta-r-700-milhoes-em-fundo-para-expandir-credito/