Vivemos em uma sociedade onde o regime de trabalho CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) é sinônimo de estabilidade, enquanto o PJ (Pessoa Jurídica) muitas vezes é visto como opção freelancer, quando a legislação diz o oposto. Tudo isso reforça a dúvida sobre qual regime de trabalho é o mais indicado: CLT ou PJ? Vamos conferir!
Sem dúvidas, existem muitas diferenças entre eles! Mas, você só vai fazer uma boa escolha se conhecer a si mesmo como profissional e entender onde quer estar nos próximos anos. Aliás, esse é mais um padrão que a Geração Z quebrou. Eles não abrem mão da liberdade por estabilidade. Neste caso, provavelmente uma oportunidade como Pessoa Jurídica seja a mais indicada.
CLT ou PJ: O que é melhor?
Quem trabalha como PJ tem direito ao décimo terceiro?
CLT ou PJ: calculadora de ganhos
Qual a desvantagem em ser PJ?
Quantas horas um PJ pode trabalhar por dia?
Ao mesmo tempo em que um funcionário CLT tem todos os direitos trabalhistas assegurados, ele precisa cumprir inúmeras obrigações com a empresa onde trabalha. Isso inclui horário fixo, local de trabalho definido, horas diárias de dedicação, trabalho integral e outras regras que a empresa pode exigir. Por outro lado, o PJ faz o próprio salário, horário e processos, o que inclui arcar com os benefícios que deseja ter. Com tantas diferenças, parece que a dúvida só aumenta, não é mesmo? Então vamos entender cada um desses regimes de trabalho!
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Por mais que você queira, não existe resposta certa para essa pergunta. Isso porque você precisa conhecer a fundo cada um dos dois modelos de trabalho para escolher qual deles se encaixa melhor no seu perfil e expectativas como profissional.
Esse é o regime tradicional de trabalho no Brasil! Nele, o funcionário tem carteira assinada e é protegido pelas leis trabalhistas. Alguns dos benefícios incluem férias remuneradas, décimo terceiro salário, FGTS, INSS, e aviso prévio A carga horária do trabalhador neste regime é de 44 horas semanais, 8 horas por dia e 220 horas por mês, de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas.
Não podemos esquecer a importância dos movimentos sindicais, que sempre estão ativos na luta pelos direitos trabalhistas. Segundo a Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro, os sindicatos orientam e prestam assessoria sobre os direitos, deveres e obrigações do trabalhador.
Neste caso, o trabalhador é contratado como empresa e deve emitir notas fiscais pelos serviços prestados. As vantagens incluem maior flexibilidade, ganhos mais elevados e liberdade para escolher outros projetos ou trabalhos simultaneamente, inclusive ter a oportunidade de conseguir uma atuação como profissional em outro país.Além disso, você tem a pode ganhar desconto em compras de carros, eletrônicos e planos de saúde, por exemplo.
A escolha entre CLT ou PJ depende do que é mais importante para você: a estabilidade e segurança da CLT, ou a flexibilidade e potencial de ganhos do PJ? Continue a leitura para responder a essa pergunta com certeza.
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Essa é uma questão que gera muitas dúvidas! Porém, trabalhadores PJ não têm direito a benefícios como décimo terceiro, férias remuneradas, ou FGTS . Por serem considerados prestadores de serviço, eles não estão cobertos pelas mesmas leis que protegem os trabalhadores CLT. Isso significa que o PJ precisa ser mais cuidadoso ao administrar as finanças e cobrir esses períodos sem trabalho.
Os descontos exigidos no regime CLT podem diminuir cerca de ¼ do salário bruto do trabalhador. Essa redução se torna mais evidente em salários acima de R$2 mil. Dessa forma, calcular o valor bruto recebido em cada regime é fundamental. Apesar do salário de um PJ contar com menos descontos, é importante considerar impostos sobre notas fiscais e benefícios que você gostaria de ter.
Como CLT: O salário que você recebe já tem todos os descontos aplicados (INSS, IR, FGTS ), e você ainda precisa considerar os benefícios. É essencial calcular quanto você ganharia líquido para saber se vale a pena.
Os descontos na folha de pagamento de um funcionário CLT incluem previdência, Imposto de Renda, vale transporte e alimentação, caso estes estejam incluídos no pacote de benefícios do trabalhador. Se calcularmos apenas o INSS e o Imposto de Renda, o salário líquido já é reduzido em 14%.
Como PJ: Você deve considerar o valor da nota fiscal emitida, descontar impostos como ISS, INSS e o custo de planos de saúde ou previdência privada, por exemplo. Geralmente, o valor bruto oferecido a um PJ é mais alto para compensar a falta de benefícios.
Fazer essas contas é essencial para decidir qual regime oferece a melhor relação custo-benefício para você.
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Apesar da flexibilidade e do alto potencial de ganhos, ser PJ também tem desvantagens! Confira as principais a seguir:
Não há garantias de remuneração em casos como demissão ou falta de trabalho, o que pode gerar insegurança financeira.
Ausência de direitos trabalhistas, desde férias remuneradas, décimo terceiro e FGTS . Isso pode gerar um custo maior para o PJ, que precisa arcar com esses custos por conta própria.
Aliás, o décimo terceiro corresponde a 1/12 da remuneração do mês de dezembro multiplicado por cada mês trabalhado anualmente. Quem trabalhou menos de 12 meses, recebe o valor proporcional ao tempo de trabalho.
Embora possa haver vantagens fiscais, vale considerar que os impostos são mais complexos e podem ser onerosos dependendo da faixa de renda deste profissional.
Além do trabalho principal, o PJ precisa lidar com questões burocráticas e fiscais, o que pode ser desgastante e deixá-lo mais vulnerável a prejuízos financeiros . O primeiro passo recomendado para atuar como Pessoa Jurídica é regularizar a situação do seu CNPJ (Certificado Nacional de Pessoa Jurídica). É recomendado iniciar como Microempreendedor Individual (MEI). Você deve escolher o CNAE que melhor se encaixa com a sua atividade e paga, mensalmente, um imposto que não deve ultrapassar R$70.
Essas desvantagens devem ser consideradas com cuidado ao escolher o melhor regime de trabalho para você.
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Como Pessoa Jurídica, a quantidade de horas trabalhadas pode variar! Não existe uma legislação específica, que limite a jornada de trabalho dos PJs, o que oferece uma flexibilidade enorme. Contudo, essa flexibilidade pode se tornar uma faca de dois gumes, levando a jornadas de trabalho excessivas, caso o PJ não administre bem o tempo. É fundamental estabelecer limites pessoais para garantir equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
A escolha entre CLT e PJ deve ser baseada nas prioridades, no estilo de vida e objetivos profissionais do trabalhador. Se você valoriza a estabilidade, segurança e benefícios, o regime CLT pode ser a melhor opção. Por outro lado, quem busca flexibilidade, autonomia e está disposto a gerenciar os riscos, o regime PJ se torna mais vantajoso.
Independentemente da escolha, o mais importante é que essa decisão esteja de acordo com os seus objetivos profissionais. Pesquise, faça contas e, se necessário, converse com um especialista para tomar a melhor decisão para sua carreira e seu futuro.
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