
Data de publicação: 29/08/2025
A 99, empresa de tecnologia voltada à mobilidade urbana e conveniência, anuncia a nova fase do programa 99 Mais Mulheres com o lançamento de uma cartilha educativa e os resultados de pesquisa inédita realizada em parceria com a consultoria Think Eva. O estudo, que ouviu mais de 878 motoristas parceiras e potenciais motoristas de Fortaleza, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte, revela a relação das mulheres com a segurança na cidade e no trabalho por aplicativo. A cada 10 motoristas mulheres, sete são mães (73%) e têm a atividade como principal fonte de renda da casa (79%). Os dados reforçam o papel da 99 na geração de renda, autonomia e segurança para milhares de mulheres em todo o Brasil.
“A pesquisa revelou que 76% das motoristas sentem que ser mulher aumenta os riscos durante o trabalho. Entender essa realidade nos permite desenvolver soluções específicas que realmente fazem a diferença na vida dessas mulheres, garantindo não apenas sua segurança, mas também sua autonomia financeira. Pois quando constatamos o número de motoristas parceiras que têm no aplicativo sua principal fonte de renda e que muitas são mães, entendemos a nossa responsabilidade em proporcionar um ambiente mais seguro. A cartilha educativa, por exemplo, é parte de um compromisso contínuo com a proteção e autonomia dessas mulheres”, diz Rayane Lima, gerente sênior de Políticas de Segurança na 99.
A pesquisa revela um panorama sobre a rotina das motoristas parceiras da 99, que reflete uma sociedade na qual a mulher é vista como a principal cuidadora (quando não, a única) e que precisa acumular funções para além do trabalho. A maioria tem mais de 40 anos de idade (66%) e quase metade (49,5%) divide a rotina do app com afazeres domésticos e cuidados com filhos ou outros familiares.
Embora muitas iniciem a atividade por necessidade, o aplicativo tem se mostrado um aliado para quem busca reconstruir a vida com dignidade, com a flexibilidade de horários e a oportunidade de ganhos imediatos. A atividade é a principal fonte de renda para 79% das motoristas, sendo que é a única receita para 57% das entrevistadas. Entre as motoristas pesquisadas, 21% utilizam a atividade de dirigir como uma forma de complementar sua renda principal, que vem de outro trabalho. Ao mesmo tempo, outro grupo de igual tamanho (também 21%) faz o contrário: tem a direção como sua atividade principal e complementa seu faturamento com outras atividades.
A segurança representa a principal preocupação das motoristas, com 74,9% temendo assaltos e locais vazios, seguido por 60% que se inquietam com a segurança no trânsito. O assédio também figura como fonte significativa de apreensão, seja por parte dos passageiros (56,5%), de natureza sexual (51%) ou proveniente de outros motoristas (41%), evidenciando os múltiplos desafios enfrentados por mulheres no setor de transporte por aplicativo.
Uma análise da pesquisa trazida pela Think Eva relata que antes de começarem a dirigir para o aplicativo, as motoristas sentiam um medo significativo (21%), sendo que 17% sentiam bastante medo e 4% sentiam muito medo. Em contrapartida, após começarem a trabalhar na área, apenas 6% delas continuaram sentindo o mesmo medo. Com a experiência, o receio em dirigir reduziu significativamente, sendo que 63% passaram a afirmar sentir pouco ou nenhum medo (32% e 31%, respectivamente).
No entanto, com a experiência e o aprendizado no uso das ferramentas disponibilizadas pela 99, as motoristas mulheres aprendem a se proteger de situações de risco. Consequentemente, a tensão diminui com o tempo de trabalho, caindo dos iniciais 21% para 6% .
O levantamento também revelou uma diferença importante entre a percepção de risco de quem já dirige e de quem ainda não começou: entre as potenciais motoristas, o medo de assédio sexual chega a 90%, enquanto entre as motoristas ativas esse número cai para 51%. Essa diferença, de acordo com a Think Eva, demonstra um espaço de insegurança que pode ser combatido com informação e acolhimento.
“Apesar da disparidade entre percepção e realidade, os desafios concretos permanecem significativos. O espaço urbano é, desde sempre, um ambiente de risco para mulheres e por isso é tão importante que elas saibam que, caso aconteça algo, terão com quem contar. A construção de cidades mais seguras para as mulheres exige colaboração entre empresas, poder público e sociedade civil”, afirma Maíra Liguori, cofundadora da Think Eva.
Como parte da nova fase do programa “99 Mais Mulheres”, a 99 produziu uma cartilha educativa voltada à prevenção e ao combate à violência de gênero. O material foi elaborado em parceria com a Think Eva e a rede As Justiceiras — que oferecem apoio gratuito nas áreas legal, psicológica, social e médica para mulheres em situação de violência doméstica —, e será distribuído via app e redes sociais, além de ficar disponível também neste link .
A cartilha apresenta de forma objetiva os tipos de violência (física, psicológica, sexual, moral, patrimonial, digital), explica conceitos jurídicos como assédio, importunação sexual e a Lei Maria da Penha, e orienta sobre onde e como buscar ajuda. O material também oferece uma rede de apoio com contatos de serviços como a Central de Atendimento à Mulher (180), Delegacias da Mulher, Defensorias Públicas e o canal gratuito das Justiceiras via WhatsApp (11 99639-1212).
Em 2024, a 99 investiu mais de R$50 milhões em recursos tecnológicos e ações de segurança para usuários e motoristas parceiros, sendo que em 2025 já estão disponibilizados R$75 milhões para estas ações. A plataforma já conta com mais de 50 ferramentas que atuam antes, durante e depois das viagens, incluindo o Botão 99Mulher, possibilitando às motoristas optarem por transportar apenas passageiras. Além disso, a empresa conta com várias inteligências artificiais que adicionam camadas de proteção, como verificação facial dos usuários para evitar perfis falsos e mapeamento de áreas de risco.
“A 99 é uma aliada das mulheres e estamos comprometidos em oferecer um ambiente cada vez mais seguro e acolhedor para motoristas parceiras e passageiras. Para 2025, aumentamos a projeção de investimentos e até o final do ano, teremos investido cerca de R$75 milhões em novas tecnologias e aprimoramento das funcionalidades existentes”, afirma Igor Soares, diretor de Qualidade e Segurança da 99.
A pesquisa combinou análises qualitativa e quantitativa, a partir de 24 grupos focais com 156 participantes e questionários objetivos respondidos por 378 motoristas parceiras da 99 e 500 potenciais motoristas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador e Belo Horizonte.
A 99 é uma empresa de tecnologia que oferece conveniência e soluções para as necessidades dos brasileiros. O aplicativo faz parte da companhia global Didi Chuxing (“DiDi”) e no Brasil conecta pessoas a serviços de mobilidade, pagamentos e entregas.
A Think Eva é uma consultoria estratégica que aplica a inteligência feminina como motor de transformação cultural. Seu propósito é ampliar o impacto positivo de empresas, marcas e instituições públicas na vida das mulheres e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa para todas as pessoas.