
Última atualização: 18/06/2026
Segundo dados da Serasa Experian, 81,2 milhões de brasileiros encerraram 2025 inadimplentes, o equivalente a quase metade da população adulta do país¹. Isso significa que muita gente enfrenta, ao mesmo tempo, a pressão das contas chegando, o medo de ver o nome negativado e aquela sensação de não saber por onde começar. Se você está se perguntando como pagar contas atrasadas ou o que fazer diante das dívidas acumuladas, este artigo traz passos concretos para sair dessa situação. Estar com contas atrasadas não é sinal de fracasso: é uma situação que tem solução, principalmente quando você sabe quais caminhos seguir.
Ao longo deste texto, você vai encontrar orientações sobre como priorizar pagamentos, alternativas para conseguir dinheiro com segurança, dicas de educação financeira e como a 99Pay pode ser uma aliada nesse processo.
Você vai ler sobre:
Por que as contas atrasam?
Quais contas pagar primeiro?
Preciso de dinheiro urgente para pagar dívidas: quais são as alternativas?
Boleto parcelado: como funciona?
Programas governamentais ajudam a pagar dívidas?
Como sair do vermelho e se manter fora
Perguntas frequentes sobre dívidas e inadimplência
Antes de sair buscando soluções no automático, entender o que levou à situação atual ajuda a tomar decisões mais acertadas daqui para frente. O endividamento raramente é resultado de um único erro. Pesquisas do SPC Brasil apontam que as principais causas de inadimplência entre os brasileiros incluem perda de emprego ou redução de ganhos, gastos emergenciais imprevistos como problemas de saúde ou no carro, uso excessivo do crédito rotativo, especialmente cartão de crédito e cheque especial, e a ausência de uma reserva de emergência para absorver imprevistos³.
O impacto emocional do endividamento também é real. Estudos mostram que pessoas com dívidas apresentam níveis mais altos de estresse, ansiedade e dificuldade de concentração³. Esse estado dificulta a tomada de decisões financeiras racionais, criando um ciclo que pode ser difícil de romper. Compreender esse ciclo já é o primeiro passo para saber como sair do endividamento. Com as estratégias certas, é possível reorganizar as finanças mesmo partindo de uma situação complicada.
Quando as dívidas se acumulam e o dinheiro é pouco, tentar pagar tudo ao mesmo tempo gera mais confusão do que solução. A chave é priorizar de forma estratégica, começando pelo que tem maior impacto direto na sua vida e pelo que acumula os juros mais altos. Entender quais contas pagar primeiro é o diferencial entre avançar e ficar no mesmo lugar.
A ordem recomendada por especialistas começa pela moradia: aluguel, financiamento imobiliário e condomínio devem vir primeiro, já que atrasar essas contas pode resultar em despejo ou perda do imóvel, consequências muito mais difíceis de reverter do que uma dívida com uma financeira. Em seguida vêm energia elétrica e água, serviços essenciais que podem ser cortados rapidamente após o vencimento e que comprometem toda a rotina, especialmente para quem trabalha em casa.
Alimentação e acesso a medicamentos básicos também precisam vir antes de qualquer parcela, mesmo que não apareçam como "contas" no sentido tradicional.
Depois do essencial garantido, a atenção vai para as dívidas com juros mais altos. O cartão de crédito rotativo e o cheque especial têm algumas das maiores taxas do mercado, podendo ultrapassar 400% ao ano segundo dados do Banco Central⁴. Quanto mais tempo essa dívida fica sem pagamento, mais ela cresce. Para as contas de menor urgência, como assinaturas, compras parceladas e prestações com juros baixos, a recomendação é tentar negociar prazos antes que atrasem. Muitos credores preferem uma negociação amigável a iniciar processo de cobrança.
Uma dica prática : faça uma lista com todas as suas dívidas, anotando credor, valor total, taxa de juros e data de vencimento. Essa visão geral torna o problema concreto e gerenciável.
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Quando o prazo aperta e o dinheiro em conta não chega, surgem as perguntas mais difíceis: não consigo pagar minhas contas, o que fazer? Não tenho como pagar minhas dívidas, por onde começo? Como sair das dívidas rápido sem cair em armadilhas? Não existe uma saída única, mas existem caminhos seguros que podem ajudar, e outros que prometem facilidade mas podem piorar a situação.
Se você tem carteira assinada ou recebe por aplicativo, a antecipação de salário pode ser uma opção mais vantajosa do que um empréstimo tradicional. Em vez de pagar juros a uma instituição financeira, você adianta parte do que já vai receber. Mas use com critério: antecipar o salário reduz o valor disponível no mês seguinte e, se virar um hábito, pode criar um ciclo difícil de sair. Vale recorrer a essa opção para resolver uma situação pontual, não como solução recorrente.
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Outra saída, especialmente se você não quer contrair novas dívidas, é aumentar a entrada de dinheiro com uma atividade adicional. Existem diversas formas de fazer isso de maneira honesta e confiável, mesmo sem experiência prévia: prestar serviços como freelancer em redação, design ou tradução, vender produtos artesanais ou recicláveis, fazer reparos ou serviços domésticos no bairro e trabalhar com entregas ou transporte por aplicativo são alguns exemplos. Veja como ganhar uma renda extra online de forma confiável e descubra cinco formas práticas de ter uma renda extra .
Muitas pessoas também não sabem que credores, sejam financeiras, lojas ou instituições de crédito, geralmente preferem negociar a perder o pagamento completamente. Antes de deixar uma conta vencer, entre em contato e explique a situação. Pergunte sobre desconto para pagamento à vista, mesmo que parcial, parcelamento do valor em aberto e carência ou pausa temporária nos pagamentos. Plataformas como o consumidor.gov.br e o Procon podem mediar essas negociações e garantir seus direitos como consumidor⁵.
O boleto parcelado é uma modalidade em que um valor total é dividido em parcelas menores, cada uma com seu próprio código de barras e data de vencimento. Pode ser emitido por lojas, serviços ou em acordos de renegociação. Vale a pena quando os juros cobrados pelo parcelamento são menores do que a multa por inadimplência ou os juros de outra modalidade de crédito disponível para o seu perfil. Mas atenção: nem todo boleto parcelado é vantajoso. Sempre compare o custo total antes de aceitar. O número que importa não é a parcela mensal, mas o total que você vai pagar ao final de todas elas.
Pela 99Pay, você consegue parcelar boletos de até R$ 5.000 em até 12 vezes usando o limite do seu cartão de crédito. A taxa de parcelamento é de 3,99%. Para usar, basta ter um cartão cadastrado na conta digital da 99 e a verificação de identidade concluída no app. Entenda melhor como funciona o boleto parcelado na 99Pay .
Sim. O Desenrola Brasil, criado pelo Governo Federal, relançado pelo Governo Federal em maio de 2026, oferece condições especiais de renegociação de dívidas para pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos (cerca de R$ 8.105)⁵. Os descontos podem chegar a até 90% do valor da dívida, e a renegociação é feita diretamente nos canais das instituições credoras. Verifique se você se enquadra nas faixas de elegibilidade antes de recorrer a outras modalidades de crédito, já que as condições costumam ser significativamente melhores do que as disponíveis no mercado.
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Pagar dívidas é necessário. Construir uma base financeira que evite que você volte ao mesmo ponto daqui a alguns meses é igualmente necessário. Saber como sair do vermelho de verdade exige mudar alguns hábitos junto com a estratégia de quitação.
O primeiro passo é ter clareza total sobre o que deve. Crie uma planilha simples, pode ser no papel mesmo, com nome do credor, valor total da dívida, taxa de juros mensal, parcela mensal e data de vencimento. Essa visão panorâmica torna o problema concreto e gerenciável, em vez de uma soma vaga de preocupações.
Depois disso, escolha um método de quitação. Dois são amplamente recomendados por especialistas em finanças pessoais⁴. No método bola de neve, você começa pagando a dívida de menor valor primeiro, independentemente dos juros: à medida que quita cada uma, usa o valor liberado para atacar a próxima, o que ajuda a manter a motivação. No método avalanche, você prioriza as dívidas com maior taxa de juros, independentemente do valor: é matematicamente mais eficiente, pois você paga menos juros no total, mas exige mais paciência para ver os primeiros resultados. O melhor método é aquele que você vai conseguir seguir.
Uma das principais razões pelas quais as pessoas voltam a se endividar é a falta de uma reserva financeira para imprevistos. Uma reserva de emergência, mesmo que pequena no início, é o que impede que uma conta inesperada vire uma dívida. Especialistas recomendam guardar entre 3 e 6 meses de despesas essenciais. Parece muito? Comece com R$ 50 por mês. O hábito importa mais do que o valor inicial. A 99Pay tem um guia completo sobre o assunto: saiba como criar sua reserva de emergência do zero, com dicas práticas para quem está começando.
Se você usa cheque especial ou cartão rotativo com frequência, busque alternativas com juros menores antes que a situação se agrave. Crédito consignado para quem tem vínculo empregatício, empréstimos com garantia como refinanciamento de veículo e a antecipação de salário são opções que não cobram juros no mesmo patamar de um empréstimo tradicional. A regra geral: antes de contratar qualquer crédito, verifique o CET (Custo Efetivo Total, ou seja, o valor real pago considerando juros, taxas e encargos) e compare com outras opções disponíveis. O número que importa não é a taxa mensal anunciada, mas o total que você vai pagar ao longo de todas as parcelas.
Estar endividado não é motivo de vergonha. É uma situação que acontece com quase metade dos brasileiros adultos e que tem saída com planejamento. Cada conta quitada, cada negociação fechada, cada R$ 50 guardado conta. O recomeço financeiro não exige um grande gesto: exige consistência. A 99Pay ajuda você a organizar as finanças do dia a dia, controlar gastos e movimentar o dinheiro com mais consciência. Abra o app da 99 e acesse a 99Pay.
Fontes :
[1] Serasa Experian. Mapa da inadimplência no Brasil. Disponível em: serasa.com.br
[2] SPC Brasil / CNDL. Pesquisa sobre inadimplência e impacto emocional do endividamento. Disponível em: spcbrasil.org.br
[3] Banco Central do Brasil. Guia de Educação Financeira. Disponível em: bcb.gov.br/pre/pef
[4] Consumidor.gov.br / Procon. Direitos do consumidor endividado. Disponível em: consumidor.gov.br
[5] Governo Federal. Desenrola Brasil. Disponível em: gov.br/fazenda/desenrola