
Construir uma família é o sonho de muitos brasileiros. Esse objetivo permeia a vida das pessoas que desejam crescer juntos. No entanto, prezar por ter estabilidade para concretizar o desejo de formar uma família é essencial. Muito além da dedicação, amor e tempo, o custo de criar um filho é um dos assuntos que precisa ser levado em consideração.
Criar e sustentar uma criança até a maioridade com tudo o que ela precisa deve entrar no orçamento familiar . Neste artigo vamos apresentar quanto custa criar um filho, as despesas principais e como se preparar para realizar esse sonho. Continue lendo.
Fralda, roupa, alimentação, plano de saúde e muitos outros pontos envolvem a criação de um filho . No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), cerca de 30% da renda familiar é destinada à criação dos filhos .
Por isso, buscar uma vida financeira mais equilibrada pode ser a chave do segredo para criar os pequenos com mais conforto e sem riscos no orçamento familiar. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), publicada pelo IBGE em 2024, o custo para criar um filho no Brasil (de 0 a 18 anos) varia entre R$ 239 mil e R$ 3,6 milhões .
É importante ressaltar também que esses valores podem aumentar se considerar a formação universitária, que pode se estender até os 24 anos.
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O primeiro ano de vida de um bebê exige cuidados e gastos necessários para oferecer o melhor conforto ao novo integrante da família. No primeiro um ano e meio da criança, os valores podem somar em média R$ 24.000, levando em conta alimentação, fraldas, vestuário, vacinas e consultas médicas, por exemplo. Vale lembrar que é uma estimativa e vai depender de fatores, como a renda familiar e escolha de marcas.
Além disso, outros itens que envolvem o enxoval dos pequenos são: carrinho, banheira, berço, babadores, roupas de cama e banho, produtos de higiene e móveis para o quarto do bebê, que podem somar entre R$ 5 mil e R$ 15 mil nos gastos iniciais, dependendo dos padrões financeiros de cada família.
Para saber o custo para criar um filho de 0 a 18 anos, é importante considerar alguns fatores que podem fazer a diferença, como: classe social familiar, escola que a criança vai frequentar e outras variáveis que levam em consideração o orçamento da família.
Portanto, a depender da classe social da família, há estimativas do custo para criação do filho até 18 anos, conforme dados do IBGE:
Classe A (renda mensal superior a R$ 26 mil): cerca de 3,6 milhões
Classe B (entre R$ 13.200,00 e R$ 26 mil): média entre 1 milhão e 2,5 milhões
Classe C (entre R$ 5.280,00 e R$ 13.200,00): média entre 480 mil e 1,2 milhão
Classe D (entre R$ 2.641,00 e R$ 5.280,00): média entre 239 mil e 479 mil
Classe E (renda máxima de R$ 2.640,00): cerca de 239 mil
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O lazer é um dos pilares importantes no desenvolvimento e bem-estar das crianças
Os principais gastos em torno da criação de uma criança permeiam essencialmente com saúde, alimentação, moradia, educação e lazer. Mesmo antes do nascimento do bebê, a nova família começa a se organizar para recebê-lo com um enxoval que cuidará das necessidades primárias.
Despesas com móveis, fraldas, roupas, produtos de higiene, carrinhos e assentos, podem tomar um valor alto da sua renda mensal neste início. Por isso, uma opção que os pais costumam fazer é envolver os membros da família fazendo um chá de bebê para receber itens básicos no cuidado com o filho.
Desde a gravidez até os cuidados regulares com a saúde e bem-estar do filho após o nascimento, os gastos podem tomar um valor considerável do orçamento. Se você possui plano de saúde, é importante verificar quais serviços médicos são cobertos para ter um montante separado para possíveis gastos.
E, caso você não tenha plano de saúde, é fundamental planejar guardar um dinheiro específico destinado para consultas periódicas ou possíveis emergências. Além disso, existe a possibilidade de cuidar da saúde do bebê através do Sistema Básico de Saúde na sua cidade.
A alimentação é um fator essencial na vida da criança. Em cada fase da infância é considerado uma necessidade diferente. Nos primeiros anos de vida, por exemplo, fórmulas de leite, papinhas, frutas e outros alimentos compõem a dieta infantil e representam um gasto significativo.
Por isso, uma alimentação saudável e balanceada exige um bom planejamento. Além do mais, por se tratar de uma despesa diária, os custos de alimentação com os filhos podem tomar grande parte do orçamento dos pais.
A moradia é outro fator importante a ser levado em conta. Afinal, ela proporciona saúde, segurança e boas condições de vida para o desenvolvimento da criança. Aluguéis e gastos mensais com a morada, além dos móveis adaptados a cada fase da vida, podem demandar valores altos com o passar dos anos.
Inclusive, conforme a criança for crescendo e se desenvolvendo, os gastos podem aumentar à medida que as necessidades mudam, como quartos maiores ou reformas, o que exige planejamento financeiro.
Os custos com educação aumentam à medida que a criança cresce. Dentre os gastos principais, estão: matrícula, mensalidade, materiais e transporte, que somados podem pesar no orçamento se não houver um planejamento prévio.
É claro que existem as creches e escolas públicas, que podem auxiliar nos gastos mensais. Mas a escolha entre as opções públicas ou privadas é uma decisão que deve considerar a realidade financeira da família.
De acordo com uma pesquisa do Quero Bolsa, os custos médios da mensalidade de escolas particulares em diversos estados brasileiros são os seguintes:
Ensino infantil: entre R$ 270 e R$ 906
Ensino fundamental I: entre R$ 309 e R$ 975
Ensino fundamental II: entre R$ 345 e R$ 1.022
Ensino médio: entre R$ 486 e R$ 1.251
Vale ressaltar que esses valores são estimados e variam conforme a região, escola e outros fatores.
O lazer é fundamental para o desenvolvimento e bom convívio social da criança . Por isso, é mais um quesito que deve ser levado em conta na hora de se planejar. Embora algumas atividades sejam gratuitas, muitas famílias optam por investir em passeios, brinquedos e atividades recreativas pagas.
Apesar de ser considerado um gasto supérfluo, o lazer proporciona momentos educativos e de interação, importantes para o crescimento saudável. Portanto, leve esse ponto com seriedade e importância para seu filho.
Buscar saber quanto custa um filho por mês, nas diferentes fases da vida, é essencial para os pais planejarem melhor o orçamento. Da primeira infância ao final do ensino médio, o filho vai apresentar necessidades diversas que correspondem a cada período da vida.
Primeiros cinco meses de vida: os principais gastos são com alimentação, fraldas e vestuário do bebê, além de vacinas e consultas médicas para acompanhamento nutricional. Os custos podem ser em média de R$ 2.500 nesta fase.
De 6 meses a 2 anos de idade: com 6 meses, se inicia a introdução alimentar, logo, alimentação começa a adicionar mais custos, além das fraldas e início numa creche, se for o caso. Além disso, há custos com saúde e vacinas. Os custos sobem para cerca de R$ 24 mil no período de um ano e meio.
Dos 3 aos 5 anos: custos com alimentação, brinquedos, educação, saúde e vestuário, sobem para a média de R$ 28 mil ao longo dos dois anos.
Dos 6 aos 12 anos: no período do ensino fundamental I e II, nestes anos, o montante junto aos demais gastos pode atingir a marca de R$ 108 mil, nos 6 anos do período.
Dos 13 aos 18 anos de idade: neste período de cinco anos, os investimentos com saúde, educação, alimentação e vestuário podem atingir R$ 95 mil. Trata-se de uma fase com maior preparação para o ingresso na faculdade, que pode ocasionar maior investimento na educação nesta fase.
Agora que você já tem uma previsão de quanto custa criar um filho, chegou um momento muito importante: criar um planejamento financeiro para ter um bebê . Além disso, vale destacar que os gastos com os cuidados básicos são relativos e esses valores podem mudar efetivamente dependendo de fatores pontuais de cada família.
Para te ajudar, preparamos uma lista de ações que podem ser usadas para montar seu planejamento e curtir o momento mais importante da sua vida de forma confortável e tranquila.
1. Faça um orçamento
Montar um orçamento familiar é o primeiro passo para dar início a realização do seu sonho e ideal de vida. Faça uma lista dos seus gastos fixos e variáveis, ou seja, aqueles gastos que você tem mensalmente, como energia, alimentação, água, internet e outros consumos fixos, junto com aqueles que você faz em alguns períodos, como vestuário e outras despesas que você realiza eventualmente.
Claro que não é possível ter uma precisão completa dos valores, mas essa estimativa vai te guiar para você entender suas finanças e se preparar de forma saudável para incluir um novo dependente.
2. Economize dinheiro
Num segundo momento, após diagnosticar como vão suas finanças, é preciso começar a guardar dinheiro. Esta reserva, quando colocada na poupança, fundo de investimento ou conta digital como a 99Pay que lucra todos os dias até 110% do CDI, poderá salvar você em situações imprevistas, auxiliando em momentos de grande necessidade.
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3. Planeje-se para o futuro
Ter filhos é um compromisso para o resto da vida e uma responsabilidade enorme. Portanto, além de se programar agora para oferecer os cuidados necessários à criança, vale também planejar cuidadosamente o futuro dos filhos, incluindo economias para diversos fins. Afinal é muito importante, garantindo a qualidade de vida e o crescimento saudável do dependente.
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O custo varia muito, mas estudos indicam que pode ir de R$ 239 mil (para classes de menor renda) a R$ 3,6 milhões (para classes de maior renda), dependendo do estilo de vida e da região.
Os principais gastos incluem saúde, educação, alimentação, moradia e lazer. No primeiro ano, há despesas adicionais com fraldas, roupinhas e produtos de higiene.
Os valores de creches e escolas particulares variam bastante. Creches podem custar de R$ 300 a mais de R$ 3.200 por mês, enquanto escolas particulares podem ir de R$ 450 a mais de R$ 10.000 mensais, dependendo da instituição e localização. Além disso, existem as creches e escolas públicas que podem ser uma opção para as famílias.
Se optar por plano de saúde privado, os valores variam conforme a operadora e tipo de plano, podendo começar em torno de R$ 170 mensais. Já o SUS oferece atendimento gratuito.
A alimentação é um gasto significativo, especialmente com a introdução de fórmulas infantis e alimentos sólidos. Os custos aumentam com a idade da criança e a inflação dos produtos.
Sim, os custos de moradia estão incluídos nas despesas gerais e podem representar uma parte considerável do orçamento familiar, com cerca de 30% da renda sendo destinada às despesas com os filhos.
Os custos com lazer são variados, desde parques temáticos com ingressos que podem ultrapassar R$ 100 por pessoa, até atividades mais acessíveis. O mercado de recreação infantil movimenta bilhões no Brasil. Existem também opções gratuitas, como teatros e parques.
Sim, os custos se modificam. Os primeiros anos têm despesas com itens essenciais, enquanto a adolescência pode ser a fase mais cara, com mais autonomia e interesses variados dos filhos.
É fundamental criar um planejamento financeiro detalhado, considerando todas as despesas e formando uma reserva de emergência. Destinar cerca de 30% da renda familiar para as despesas com os filhos é uma boa prática.
Sim, programas como o Minha Casa, Minha Vida podem auxiliar famílias na aquisição de moradia. Além disso, o SUS oferece atendimento de saúde gratuito e há programas de bolsas de estudo para educação.