
Na hora de pedir dinheiro emprestado, é comum bater aquela dúvida sobre se empréstimo pessoal e consignado são a mesma coisa. Na prática, não são, e entender qual a diferença entre empréstimo pessoal e consignado pode significar economizar centenas ou milhares de reais em juros.
Neste artigo, você vai entender o que é empréstimo consignado, o que é crédito consignado, o que é um empréstimo pessoal e como cada modalidade funciona na prática, para decidir com mais segurança qual delas faz sentido para o seu momento financeiro.
Você vai ler sobre:
O que é empréstimo pessoal
Como funciona o crédito pessoal
O que é empréstimo consignado
Como funciona o crédito consignado
Empréstimo pessoal e consignado: qual a diferença
Vantagens e desvantagens de cada modalidade
Qual escolher: como decidir com responsabilidade
99Pay e o crédito consciente
Perguntas frequentes
Empréstimo pessoal é uma modalidade de crédito liberada para qualquer pessoa física, sem exigência de vínculo com um empregador específico ou benefício previdenciário. Ou seja, se a pergunta é empréstimo pessoal o que é, a resposta direta é um crédito de uso livre, concedido mediante análise de renda e histórico de crédito do solicitante, e pago por boleto, débito em conta ou cartão, nunca descontado automaticamente da folha de pagamento.
Por não ter desconto automático em folha, o empréstimo pessoal também é chamado de empréstimo não consignado. Essa é uma diferença estrutural importante: como o banco não tem garantia de recebimento automático, o risco da operação é maior, e isso se reflete diretamente na taxa de juros cobrada.
Se você já entendeu o que é um empréstimo pessoal, vale entender como funciona o crédito pessoal na prática. O valor solicitado passa por uma análise de crédito, que leva em conta o score, a renda comprovada e eventuais restrições no CPF. O pagamento é feito em parcelas fixas, via boleto ou débito em conta, e não há desconto automático, cabendo ao próprio tomador manter os pagamentos em dia. Por isso, as taxas tendem a ser mais altas do que as do crédito consignado, já que o risco de inadimplência é maior para a instituição financeira.
Segundo pesquisa da Fundação Procon-SP, a taxa média do empréstimo pessoal nos principais bancos do país chegou a 8,59% ao mês em maio de 2026, o equivalente a quase 169% ao ano¹.
Empréstimo consignado, também chamado de crédito consignado, é uma modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento, do benefício do INSS ou da remuneração do servidor público. A explicação mais simples pra quem busca o que é crédito consignado ou o que é empréstimo consignado é a de um empréstimo com desconto automático na fonte, o que reduz bastante o risco de calote e, consequentemente, os juros cobrados.
Essa modalidade é regulamentada pela Lei nº 10.820, de 17 de dezembro de 2003, que autoriza o desconto de prestações de empréstimos, financiamentos e arrendamentos mercantis diretamente na folha de pagamento de trabalhadores CLT, além de se aplicar, por extensão normativa, a aposentados, pensionistas e servidores públicos².
Podem contratar o empréstimo consignado aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos federais, estaduais e municipais, militares e trabalhadores com carteira assinada, por meio do Crédito do Trabalhador. Se você quer entender em detalhes as condições voltadas a quem já é aposentado, vale a leitura complementar em empréstimo para aposentado: como funciona .
Entender como funciona o crédito consignado ajuda a perceber por que ele costuma ser mais barato. A parcela é descontada automaticamente do salário, benefício ou aposentadoria, dentro de um limite legal chamado margem consignável, que em 2026 chega a até 35% da renda para trabalhadores CLT e beneficiários do BPC, e até 40% para aposentados e pensionistas do INSS³. Por ter desconto garantido, o risco para o banco é baixo, o que resulta em taxas de juros menores.
Existe ainda um teto de juros definido pelo Conselho Nacional de Previdência Social para o consignado do INSS, atualmente em 1,85% ao mês³, enquanto o consignado privado, voltado a trabalhadores CLT, não tem teto fixo e costuma variar entre 2,5% e 3,9% ao mês, podendo chegar a mais de 6% em alguns bancos, segundo levantamento do Procon-SP¹ ³.
Nem sempre a contratação é aprovada. A instituição pode negar o crédito por falta de convênio, margem consignável insuficiente ou inconsistência cadastral. Se isso aconteceu com você, este outro conteúdo explica os motivos mais comuns e o que fazer: empréstimo consignado negado: entenda os motivos .
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Chegamos ao ponto central: qual a diferença entre empréstimo pessoal e consignado. A resposta está, principalmente, na forma de pagamento, no público elegível e na taxa de juros.
No empréstimo pessoal, o pagamento é feito por boleto ou débito em conta, qualquer pessoa física pode contratar, a análise de crédito costuma ser mais criteriosa e a taxa de juros média fica em torno de 8,59% ao mês¹. Já no empréstimo consignado, o pagamento acontece por desconto automático em folha ou benefício, apenas aposentados, pensionistas, servidores públicos e trabalhadores CLT podem contratar, a aprovação tende a ser mais simples, já que o risco de calote é menor, e a taxa de juros fica entre 1,85% e 3,9% ao mês, a depender da categoria¹ ³. Além disso, o consignado tem um limite legal de comprometimento de renda, entre 35% e 40%, algo que não existe no empréstimo pessoal³.
Em resumo, na comparação empréstimo pessoal e consignado diferença, o fator mais decisivo costuma ser a taxa de juros, bem mais baixa no consignado, em troca de uma condição que nem todo mundo tem: renda fixa com desconto autorizável em folha ou benefício.
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O empréstimo pessoal, ou empréstimo não consignado, pode ser contratado por qualquer pessoa, mesmo sem vínculo empregatício fixo, e é mais flexível quanto ao uso do dinheiro. Em contrapartida, tem juros mais altos e depende de uma aprovação de crédito que pode ser mais rigorosa.
Já o empréstimo consignado tem juros mais baixos, por causa da garantia de desconto automático, e costuma ter aprovação mais simples para quem tem margem consignável disponível. Por outro lado, reduz a renda disponível todos os meses, já que a parcela é descontada automaticamente, e pode ser negado por falta de margem ou de convênio, como já explicado no conteúdo sobre por que o empréstimo consignado é negado.
Ter uma reserva guardada antes de precisar do crédito ajuda a evitar as duas situações: dá pra usar o dinheiro guardado na conta digital da 99 como primeira alternativa, antes de recorrer a empréstimo pessoal ou consignado.
A escolha entre qual a diferença entre empréstimo consignado e pessoal é melhor depende do perfil de quem vai contratar. Se você tem margem consignável disponível, por ser aposentado, servidor público ou trabalhador CLT, e busca a menor taxa possível, o consignado tende a ser mais vantajoso. Se você não se enquadra nesses grupos, ou prefere manter mais flexibilidade sobre sua renda mensal, o empréstimo pessoal pode ser o caminho, mesmo com juros mais altos.
Em qualquer caso, compare sempre o Custo Efetivo Total das propostas, e não apenas a taxa de juros anunciada, já que é o CET que mostra o custo real da operação, incluindo tarifas e seguros.
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Organizar as finanças antes de contratar qualquer crédito é o primeiro passo para uma decisão consciente. Com o 99Pay, a conta digital da 99, usada também para corridas, entrega de comida e pagamentos no dia a dia, você acompanha seus gastos e organiza melhor o orçamento. Isso ajuda a entender com mais clareza se realmente precisa de um empréstimo pessoal ou consignado, e qual valor faz sentido pedir.
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Fontes :
[1] Fundação Procon-SP. Pesquisa de Taxas de Juros: Empréstimo Pessoal e Cheque Especial (2026). Disponível em: https://www.procon.sp.gov.br
[2] Presidência da República. Lei nº 10.820, de 17 de dezembro de 2003. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.820.htm
[3] Conselho Nacional de Previdência Social e Banco Central do Brasil. Teto de juros e margem consignável do empréstimo consignado (2026). Disponível em: https://www.gov.br/previdencia/pt-br/noticias/2025/marco/conselho-decide-aumentar-o-teto-da-taxa-de-juros-do-emprestimo-consignado-do-inss