
Última atualização: 03/02/2026
O início de ano traz uma notícia importante para milhões de brasileiros: o novo salário mínimo de R$ 1.621 foi oficializado e começa a ser pago a partir de fevereiro de 2026. Esse valor representa um aumento de 6,79% em relação ao ano anterior e reflete a política de valorização que considera a inflação e o crescimento da economia.
Esse reajuste, formalizado pelo Decreto 12.797/2025, não impacta apenas quem recebe o piso salarial, mas também serve como referência para uma série de benefícios sociais e trabalhistas, movimentando a economia e influenciando o orçamento de muitas famílias. Continue a leitura para entender todos os detalhes sobre o novo valor e como ele afeta o seu bolso.
O novo valor de R$ 1.621 é referente à competência de janeiro e começa a ser depositado no início de fevereiro de 2026. Para os trabalhadores com carteira assinada (CLT), o pagamento ocorre até o quinto dia útil do mês.
Já para os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o calendário é um pouco diferente. Os pagamentos do benefício reajustado começaram no dia 26 de janeiro e seguem até o dia 6 de fevereiro, de acordo com o número final do benefício.
Em 2026, o valor do salário mínimo nacional é de R$ 1.621,00 por mês . Isso equivale a um valor diário de R$ 54,04 e um valor por hora de R$ 7,37.
O aumento foi de R$ 103 em comparação com o valor anterior, representando um reajuste total de 6,79%.
Leia também: Salário Mínimo 2026: quanto vai aumentar e qual o novo valor?
O cálculo do reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, que foi retomada com o objetivo de garantir o poder de compra do trabalhador. A fórmula é simples e combina dois fatores principais:
1. Inflação do ano anterior: medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para o reajuste de 2026, foi considerado o INPC acumulado de 4,18%.
2. Crescimento do PIB: é utilizado o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Neste caso, foi usado o crescimento de 3,4%, com um limite de 2,5% imposto pelo novo arcabouço fiscal.
Somando a inflação (4,18%) e o crescimento real (2,5%), chega-se ao reajuste total de 6,79% que resultou no novo valor.
O aumento do salário mínimo tem um efeito cascata em toda a economia. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026, beneficiando diretamente quase 62 milhões de pessoas.
Além dos trabalhadores que recebem o piso, o novo valor serve como base para:
Benefícios do INSS: aposentadorias, pensões e auxílios que têm o salário mínimo como piso são reajustados integralmente.
Seguro-desemprego: a parcela mínima do benefício passa a ser de R$ 1.621.
Abono salarial PIS/Pasep: o valor do benefício também é calculado com base no novo mínimo.
Contribuições ao INSS: as alíquotas de contribuição para trabalhadores CLT, autônomos e Microempreendedores Individuais (MEI) são atualizadas.
Para o governo, o aumento representa um custo adicional para a Previdência Social, estimado em R$ 39,1 bilhões, mas também um estímulo ao consumo e à atividade econômica.
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O novo valor do salário mínimo para 2026 é de R$ 1.621,00 por mês. Este valor representa um aumento de 6,79% em relação ao ano anterior e já está em vigor desde 1º de janeiro, com pagamento a partir de fevereiro.
O novo valor de R$ 1.621 entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2026. No entanto, o pagamento do valor reajustado, referente à folha de janeiro, começa a ser realizado no início de fevereiro de 2026.
Aposentados e pensionistas do INSS que recebem o piso previdenciário têm seu benefício reajustado para o novo valor de R$ 1.621. Para aqueles que recebem acima do mínimo, o reajuste é baseado apenas na inflação do ano anterior (INPC), que foi de 3,90% para 2025.
É a regra de cálculo que define o reajuste anual do salário mínimo. Ela busca garantir que o aumento seja sempre acima da inflação, proporcionando um ganho real no poder de compra. A fórmula atual soma a variação do INPC do ano anterior com a taxa de crescimento do PIB de dois anos antes.
O valor de R$ 1.621 é o piso nacional. Alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, adotam um piso salarial regional com valores superiores ao nacional para determinadas categorias profissionais. Nesses casos, o valor regional prevalece.
O valor da parcela do seguro-desemprego não pode ser inferior ao salário mínimo vigente. Portanto, com o reajuste, a parcela mínima do benefício passa a ser de R$ 1.621. O valor máximo também é reajustado anualmente com base no INPC.
O salário mínimo é reajustado pela soma da inflação (INPC) e do crescimento do PIB, o que garante um ganho real. Já os benefícios do INSS com valor acima do piso são corrigidos apenas pela inflação (INPC), sem o acréscimo do crescimento econômico.
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, garantindo a reposição do poder de compra. O PIB (Produto Interno Bruto) mede o crescimento da economia. Usar o PIB no cálculo permite que os trabalhadores participem dos ganhos de produtividade do país.
A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) é calculada com base em 5% do salário mínimo. Com o novo valor de R$ 1.621, a contribuição básica do MEI (para a Previdência Social) é ajustada para R$ 81,05.
O calendário oficial de pagamentos de 2026 pode ser consultado no site ou aplicativo "Meu INSS" e nos canais oficiais da Previdência Social. As datas são organizadas com base no valor do benefício (até um salário mínimo ou acima) e no número final do cartão de benefício.