
Última atualização: 15/01/2026
O início de 2026 chega com um alerta para quem mora de aluguel: a tendência de alta nos preços, que marcou o ano de 2025, deve continuar. Com o valor do aluguel subindo acima da inflação, o orçamento de muitas famílias brasileiras fica mais pressionado.
Entender o que motiva esse cenário e como calcular o reajuste de aluguel é fundamental para se planejar e garantir que a cobrança está correta. Continue lendo para saber o que esperar do mercado de aluguel de imóveis em 2026 e como se preparar.
O ano de 2025 terminou com uma alta significativa nos preços de novos aluguéis, superando em mais que o dobro a inflação oficial. Segundo o índice FipeZAP, que monitora 36 cidades, o aumento médio foi de 9,44%, enquanto o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 4,26%. Isso representa um aumento real de quase 5% .
Algumas capitais sentiram ainda mais esse impacto. O Rio de Janeiro liderou as altas com 12,11%, seguido por São Paulo com 9,48%. Em outras cidades, como Teresina e Belém, os aumentos passaram de 21% e 17%, respectivamente, mostrando a força do aquecimento no mercado de locação.
Leia também: Como pagar o IPTU de São Paulo em 2026?
Especialistas preveem que o cenário de reajustes acima da inflação continuará no primeiro semestre de 2026, embora em um ritmo mais lento. Diversos fatores contribuem para essa pressão contínua, como:
Juros altos: dificultam o financiamento da casa própria, aumentando a procura por aluguel.
Oferta limitada: a quantidade de imóveis disponíveis para locação, especialmente em áreas centrais, ainda é restrita.
Mercado de trabalho aquecido: o aumento da renda e do salário mínimo impulsiona a demanda por moradia.
Essa combinação de fatores mantém o valor do aluguel em patamares elevados, exigindo atenção e planejamento por parte dos inquilinos.
Para contratos de aluguel já vigentes, o reajuste anual não segue necessariamente a variação de mercado para novos contratos, mas sim o índice definido no documento. Por isso, o primeiro passo é verificar o que diz o seu contrato.
Os dois indicadores mais comuns são:
1. IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado): conhecido como a "inflação do aluguel", por muitos anos foi o principal índice usado.
2. IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo): a inflação oficial do país, que tem sido cada vez mais adotada para evitar os saltos bruscos do IGP-M.
Para calcular o reajuste de aluguel, você deve aplicar o percentual acumulado do índice definido em contrato sobre o valor atual da locação.
Valor do aluguel: R$ 2.000
Índice (exemplo): IPCA acumulado de 4,26%
Cálculo: 2.000 x 1,0426 = R$ 2.085,20
Novo valor do aluguel: R$ 2.085,20
Saber qual índice de reajuste de aluguel usar é o segredo para confirmar se a cobrança está correta e, se necessário, negociar com o proprietário ou a imobiliária.
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O valor exato depende do índice (IGP-M ou IPCA) definido em seu contrato. A previsão do mercado é que os índices continuem pressionados, mas a porcentagem final será o acumulado de 12 meses do indicador no mês de aniversário do seu contrato.
Confira o contrato para identificar o índice de reajuste. Depois, pesquise o valor acumulado deste índice nos últimos 12 meses e aplique a porcentagem sobre o valor atual do seu aluguel. O resultado deve ser o novo valor.
Não. O índice deve estar claramente especificado no contrato de aluguel. Caso não esteja, a lei não define um indicador obrigatório, o que abre espaço para negociação entre as partes, usando como base os índices mais comuns do mercado.
Sim, a negociação é sempre uma possibilidade. Caso o índice definido em contrato tenha subido muito, inquilino e proprietário podem conversar e acordar um percentual diferente, que seja justo para ambos.
O IGP-M reflete variações de preços no atacado e na construção civil, sendo mais volátil. Já o IPCA mede a variação de preços para o consumidor final, sendo geralmente mais estável e refletindo melhor o custo de vida.
O primeiro passo é tentar negociar com o proprietário. Apresente outros índices como referência (se o seu for o IGP-M, por exemplo, mostre a variação do IPCA) e busque um acordo. Se não for possível, avalie seu orçamento e, em último caso, procure um novo imóvel.
A alta é influenciada pela lei da oferta e da procura. Com a dificuldade de comprar um imóvel (juros altos), mais pessoas buscam aluguel. Se a quantidade de imóveis disponíveis não acompanha essa demanda, os preços sobem.
O IVAR (Índice de Variação de Aluguéis Residenciais) é um índice mais recente que mede a variação do valor de novos contratos de aluguel. Ele pode ser usado se estiver previsto em contrato, mas o mais comum ainda é o uso do IGP-M e do IPCA.
Sim. O reajuste é anual e deve ser aplicado 12 meses após o início do contrato ou após o último reajuste realizado, sempre no mês de aniversário.
Acompanhe a variação mensal do índice do seu contrato. Assim, você pode prever o aumento com antecedência e ajustar seu orçamento. Ter uma reserva financeira também ajuda a absorver o impacto do novo valor sem comprometer suas finanças.